Filosofos ontológicos

Páginas: 8 (1907 palavras) Publicado: 15 de outubro de 2011
Para os filósofos ontológicos, conhecimento é o conhecimento do verdadeiro e daquilo que existe objetivamente.
A filosofia não pode iniciar a investigação dos objetos sem antes indagar quais os elementos que constituem o conhecimento e quais são seus limites. O problema deixa de ser o objeto do conhecimento, mas a possibilidade do sujeito conhecer. A filosofia deve tematizar o pensar dosujeito e os limites do conhecimento.
Desde Aristóteles, o sujeito designa o ente independente do conhecimento, porque permanece como o que se encontra na base de mudança das circunstâncias. Desde o Século XVIII, o cunho ideológico do sujeito é conservado. Embora o eu, como sujeito psicológico seja declarado portador de seus diferentes atos., que ele dirige intencionalmente para objetos.
Enquantosujeito psico-físico é o indivíduo existente em corpo e alma que se apresenta como portador de seus atos, enquanto sujeito psicológico o portador de seus atos é o eu consciente de si mesmo.
Segundo Kant, é preciso distinguir no meta-sujeito transcendental o sujeito ativo, como eu pensante, e o sujeito passivo como eu intuitivo do sentido interior.
1. Descartes: a filosofia do racionalismo
Noracionalismo, destaca-se o nome de René Descartes. O racionalismo acentua a atividade espiritual do conhecimento. Assume posturas idealistas e realistas do pensamento medieval. É uma perspectiva que parte do pressuposto que o conhecimento não provém somente de dados empíricos, mas também produzido por atividade intelectual.
Descartes liberou a teoria do conhecimento das premissas teológicas erevolucionou o racionalismo, o qual apela à razão e a intuição intelectual como uma ou a única fonte do conhecimento imediato. Tal filosofia se inspira no modelo do conhecimento matemático, como a geometria euclidiana.
O racionalismo e o empirismo, diferente do ceticismo, tentam mostrar ser possível conhecimento seguro. Os empiristas tentam romper o regresso ao infinito das demonstrações, por meio datese de que os sentidos são uma fonte de conhecimento imediato e seguro sobre o mundo. Os racionalistas rompem a corrente do regresso ao infinito mediante a tese de que a razão e intelecto são fonte do conhecimento imediato e seguro no mundo.
Descartes apenas aceita como objeto apenas juízos demonstráveis, que possam ser verificados. Ele tentava enquadrar todo o conhecimento ao estilo daciência matemática, tanto que deu muita contribuição para a mesma. Para ele, matemática e filosofia eram inseparáveis.
Em Regras do Espírito, Descartes usa o método Euclidiano. Começa com um problema, um enunciado, cuja verdade ou falsidade desconhece. Divide-o em partes menores até chegar a verdades simples, evidentes para nossa capacidade intuitiva, as quais são comparadas aos axiomas euclidianos.Há, então, o processo de análise. Depois retoma em resolver o problema, provando que o enunciado é falso ou verdadeiro. Esse segundo passo é a síntese.
No Discurso do Método começa com uma dúvida sistemática. Rejeita tudo que é duvidoso, para superar o próprio ceticismo.
“Entendo por método regras certas e fáceis, que permitem a quem observar , nunca tomar por verdadeiro algo de falso e semdesperdiçar nenhum esforço da mente, mas atingir o conhecimento verdadeiro de tudo que será capaz de saber ”, diz o filósofo em a quarta das Regras.
Seu método parte da dúvida:
a) Tudo o que conhecemos com os sentidos pode ser falso. Não pode existir certeza total daquilo que os sentidos nos indicam, pois está de acordo com o mundo exterior
b) Há a certeza do sonho, o que nos leva a pensar quevivemos ou vemos coisas que não existem. Portanto, parece não se justificar a expectativa de que na percepção captamos objetos existentes fora de nossa consciência.
A primeira regra ou evidência é o conceito de intuição. Para Descartes a intuição é subjetiva, referindo-se não ao que é, mas como se apresenta ao espírito, prescindindo da referência à realidade objetiva.
Com a primeira regra,...
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