filosofia de hegel o que ele fez de errado na filosofia

Páginas: 6 (1306 palavras) Publicado: 9 de abril de 2014
Os princípios errados da metafísica de Hegel


Muitos cristãos culpam Kant de ter sido o precursor do relativismo moral e do niilismo actuais. Em parte, é verdade, porque Kant separou o Saber (conhecimento), por um lado, do Absoluto (Deus), por outro lado — mas Kant não fez essa separação na ética. Portanto, Kant não foi o grande responsável relativismo moral e pelo niilismo actuais. Tambémnão foi Nietzsche o precursor do relativismo moral e do niilismo actuais, porque Nietzsche só surgiu em finais do século XIX. O maior responsável ideológico pelo relativismo moral e pelo niilismo actuais foi Hegel.

Quando Hegel apareceu no panorama da filosofia alemã, a metafísica estava dividida em dois pólos: ou a realização do Absoluto depende do Homem, e neste caso não seria legítimo que opoder do Homem fosse singularmente limitado no domínio da teoria (Fichte, e mais tarde Hegel); ou é absurdo pensar que a realização do Absoluto seja função da actividade humana, mas, em vez disso, o Absoluto, não podendo ser conhecido (no sentido da ciência), é experimentado, sentido e intuído através da fé (Kant, Jacobi, Schleiermach, Schelling). Esta divisão conceptual ainda existe hoje, sejana ciência, seja na filosofia, seja na ética e na política. A diferença é a de que Hegel negou a transcendência do Absoluto e substitui-a por um Absoluto imanente, ou seja, espaço-temporal (coisa que Kant não fez).

Para que realização do Absoluto dependesse do Homem, Hegel criou dois conceitos (abstractos) que são hoje demonstrados falsos: o conceito de Puro Nada (que, segundo Hegel, o Puro Nadaé a mesma coisa Puro Ser), e, baseando-se neste último, o conceito de Devir como resultado da interacção entre o Puro Nada e o Puro ser. Na primeira secção do Livro I da Ciência da Lógica (de Hegel), podemos ler o seguinte:

“O Puro Nada é uma simples igualdade consigo mesmo, o vazio, a indeterminação e a falta de conteúdo absoluto; a indiferenciação em si mesma. Na medida em que se pode falaraqui de pensamento (ou intuição), há uma diferença entre pensar (ou intuir) alguma coisa, ou nada. Não pensar nada, não intuir nada, tem um significado; há distinção entre os dois, e o nada “é” (existe) no nosso pensamento ou na nossa intuição, ou melhor, trata-se de um pensamento e de uma intuição vazios, como no caso do Ser Puro. O Nada tem aqui a mesma determinação, ou a mesma ausência dedeterminação que o Ser Puro e, por conseguinte, e a mesma coisa que ele.”

“Reduzir a filosofia à análise linguística equivale a supôr que só há pensamento alheio” — Nicolás Gómez Dávila

O conceito hegeliano de Puro Nada é linguístico e gramatical — foi Hegel que iniciou a desconstrução da linguagem que atingiu o seu clímax com Heidegger e Derrida, e de que hoje padecemos todos de uma formaconfrangedora.

“A negação dialéctica não existe entre realidades, mas apenas entre definições. A síntese em que a relação se resolve não é um estado real, mas apenas verbal. O propósito do discurso move o processo dialéctico, e a sua arbitrariedade assegura o seu êxito.

Sendo possível, com efeito, definir qualquer coisa como contrária a outra coisa qualquer; sendo também possível abstrair umatributo qualquer de uma coisa para a opôr a outros atributos seus, ou a atributos igualmente abstractos de outra coisa; sendo possível, enfim, contrapôr, no tempo, toda a coisa a si mesma — a dialéctica é o mais engenhoso instrumento para extrair da realidade o esquema que tínhamos previamente escondido nela.” — Nicolás Gómez Dávila

A Física demonstrou que não existe “vazio” — no sentido do PuroNada, de Hegel: “o vazio, a indeterminação e a falta de conteúdo absoluto”, segundo Hegel — em todo o universo. Não existe tal coisa como “vazio absoluto” no Universo. A filosofia não pode ignorar a ciência. Este princípio fundamental da metafísica de Hegel está errado!; e, portanto, toda a construção metafísica de Hegel está errada, porque parte de um pressuposto errado.
“O Devir — O Ser Puro e...
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