Fichamento texto Comunidades Imaginadas

Páginas: 11 (2724 palavras) Publicado: 20 de maio de 2014
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
ESCOLA DE COMUNICAÇÃO DA UFRJ










Fichamento do texto “Comunidades Imaginadas” (ANDERSON, Benedict) desenvolvido durante a
disciplina História da Comunicação como
parte da avaliação referente ao semestre 2014.1

Professor(a):








RIO DE JANEIRO
2014
Introdução (pp. 26 - 34).ANDERSON, Benedict. Comunidades imaginadas ; reflexões sobre a origem e a difusão do nacionalismo. São Paulo, Companhia das Letras - 2008
“Desde a Segunda Guerra Mundial, todas as revoluções vitoriosas se definiram em termos nacionais – a República Popular da China, a República Socialista do Vietnã e assim por diante – e, com isso, se firmaram solidamente num espaço territorial e social herdado dopassado pré-revolucionário” (p. 27-28)

“A realidade é muito simples: não se enxerga, nem remotamente, o “fim da era do nacionalismo”, que por tanto tempo foi profetizado. Na verdade, a condição nacional [nation-ness] é o valor de maior legitimidade universal na vida política dos nossos tempos” (p.28)

“Tanto a nacionalidade (...) quanto o nacionalismo são produtos culturais específicos. Para bementendê-los, temos de considerar, com cuidado, suas origens históricas, de que maneiras seus significados se transformaram ao longo do tempo, e por que dispõem, nos dias de hoje, de uma legitimidade emocional tão profunda.” (p.30)

“É exemplar que até um estudioso tão simpático ao nacionalismo quanto Tom Nairn possa, mesmo assim, escrever que: “O nacionalismo é a patologia da história dodesenvolvimento moderno, tão inevitável quanto a neurose no individuo, e que guarda muito da mesma ambiguidade de essência, da tendência interna de cair na loucura, enraizada nos dilemas do desamparo imposto à maior parte do mundo (o equivalente do infantilismo para as sociedades), sendo em larga medida incurável” (p.31)

“Dentro de um espírito antropológico proponho a seguinte definição de nação: umacomunidade política imaginada – e imaginada como sendo intrinsecamente limitada e, ao mesmo tempo, soberana.” (p.32)

“Imagina-se a nação limitada porque mesmo a maior delas, que agregue, digamos, um bilhão de habitantes, possui fronteiras finitas, ainda que elásticas, para além das quais existem outras nações” (p.33)

“Imagina-se a nação soberana porque o conceito nasceu na época em que oIluminismo e a Revolução estavam destruindo o reino dinástico hierárquico de ordem divina.” (p.34)

“Ela é imaginada como uma comunidade, porque, independentemente da desigualdade e da exploração efetivas que possam existir dentro dela, a nação sempre é concebida como uma profunda camaradagem horizontal. No fundo, foi essa fraternidade que tornou possível, nestes dois últimos séculos, tantosmilhões de pessoas tenham-se não tanto a matar, mas sobretudo a morrer por essas criações imaginárias limitadas. (p.34)



Raízes culturais (pp. 35 – 39)
ANDERSON, Benedict. Comunidades imaginadas ; reflexões sobre a origem e a difusão do nacionalismo. São Paulo, Companhia das Letras – 2008
“Se o imaginário nacionalista se importa tanto com elas [a morte e a imortalidade], isso sugere sua grandeafinidade com os imaginários religiosos” (p.36)

“Por que meu melhor amigo ficou paralitico? Por que a minha irmã é retardada? As religiões tentam explicar. O grande ponto fraco de todos os estilos de pensamento evolucionários/progressivos, incluindo o marxismo, é que eles respondem a essas perguntas com um silêncio impaciente.” (p.37)

“O pensamento religioso também dá respostas sobre asobscuras insinuações de imortalidade, geralmente transformando fatalidade em continuidade (karma, pecado original etc).” (p.37)

“A desvantagem do pensamento evolucionário/progressivo é sua aversão quase heraclitiana a qualquer ideia de continuidade.” (p.37-38)

“O século do Iluminismo, do secularismo racionalista, trouxe consigo suas trevas modernas. A fé religiosa declinou, mas o sofrimento...
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