Fichamento: Soihet, Rachel, “Um debate sobre manifestações culturais no Brasil dos primeiros anos da república aos anos 1930”, pp. 01-24.

Páginas: 10 (2297 palavras) Publicado: 12 de maio de 2015
INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA
Aluno (a): Suelen Sousa de Andrade
Turma: 8833
Disciplina: História
Professor: Vanderlei M. Costa

Fichamento: Soihet, Rachel, “Um debate sobre manifestações culturais no Brasil dos primeiros anos da república aos anos 1930”, pp. 01-24.

I. Europeização Brasileira
“[...] no Rio de Janeiro, capital do Brasil, destinada a se constituir numaespécie de Paris dos trópicos, expressão da moderna República.” [p. 01]

a) Baseado na ideia de progresso, nos primeiros anos da república de 1930, o Brasil vive uma onda de europeização, uma tentativa de atribuir às cidades brasileiras características de cidades européias como Paris, por exemplo; [p. 01]

b) Em contrapartida as manifestações culturais presentes no Brasil até o momento nada tinham a vercom o evolucionismo que marcava a época. [p. 01]

c) Para alguns as crenças e práticas populares não passavam de manifestações de atraso e ignorância sendo que eram coerentes com os valores da modernidade e deveriam ser extintas. Dentre os que não concordavam com as manifestações populares estava o poeta Olavo Bilac, pode-se observar essa opinião através de escritos do poeta: “Há tradiçõesgrosseiras, irritantes, bestiais que devem ser impiedosa e inexoravelmente demolidas porque envergonham a civilização”. [p. 01]

d) No entanto esse evolucionismo não favorecia a classe desafortunada, abrindo espaços para opiniões contrárias ao evolucionismo, como as de Lima de Barreto, por exemplo; [p. 02]




II. Evolucionismo x Manifestações populares
“Entre outras iniciativas, Arinos, que se dividia,desde o início do século, entre Paris e o Brasil, encerra uma série de conferências sobre lendas e tradições brasileiras oferecendo à alta sociedade paulistana em seu palacete, um luxuoso baile no qual realizou uma apresentação de cateretê, com uma turma de legítimos e retintos caboclos. Suas atitudes, porém, ressalta Nicolau Sevcenko, davam lugar à surpresa e contragosto dos seus contemporâneosque tudo faziam para ocultar essas características no seu propósito de se mostrarem perfeitos europeus.” [p. 03]

a) Argumentos afirmam que a discriminação convivia em diferentes modalidades de relações, em referência ao contato entre sambistas e a elite carioca. Mostrando então o quanto a elite carioca estava distante da homogeneidade; [p. 02]

b) Nos primeiros anos da República havia correntesque visavam o extermínio das manifestações culturais, no entanto havia também representantes
dos segmentos elevados e médios que as prestigiavam; [p. 03]

III. O candomblé
“[...] situação limite como a do candomblé, o qual era objeto naquele momento, de repressão e de penalidades no âmbito da justiça [...]”; [p. 03]

a) O candomblé passa a ser objeto de repressão e seus adeptos tratados de maneirapreconceituosa; [p. 03]

b) Relatos apontam para a intolerância médica a qual os adeptos da religião eram submetidos, onde os mesmos eram considerados como desequilibrados, sendo publicados então estudos sobre desordem mental ocasionada pela participação dos rituais chegando inclusive a recomendar que os seguidores fossem registrados na polícia, devendo ser submetidos a exames periódicos paradeterminar sua estabilidade intelectual e psicológica; [p. 04]

c) O cronista João do Rio buscou se aproximar dessas manifestações (o candomblé) á procura de informações sem demonstrar muito respeito ás mesmas, assim mostra o seguinte trecho: “uma característica de João do Rio é sua dubiedade com relação às manifestações culturais populares. Ao mesmo tempo em que elogia os cordões, aos quais atribuia própria sobrevivência do carnaval, contrapondo-os aos préstitos idiotas de meia dúzia de senhores que se julgam engraçadíssimos8, é implacável com relação ao candomblé. O que demonstra não estar imune aos preconceitos da época que desqualificavam as manifestações de matriz negra, especialmente, as de caráter religioso. Ele, também, chama os líderes desses rituais de feiticeiros, além de...
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