fichamento misérias do processo penal

Páginas: 8 (1894 palavras) Publicado: 9 de julho de 2015
FACULDADE CENECISTA DE JOINVILLE
CURSO DE DIREITO
Disciplina: Processo Penal III
Professora: Paola Hakernhaar
Turma: 5º Noturno 2015
Acadêmica: Sabrina Moreira

FICHAMENTO

1. Obra em análise:

CARNELUTTI, Francesco. As Misérias do Processo Penal. 1ª ed. Editora Minelli, 2006.


2. Destaques conforme o referente:

2.1. “Pergunto-me por que o traje dos militares é chamado 'divisa'. Divisa vem,expressamente, de dividir, o que o traje militar a ver com a idéia de divisão? A surpresa é imediatamente dissipada se o verbo dividir é substituído por outro, similar, discernir ou distinguir. Há a necessidade de separar os militares dos civis, como é correto? A 'divisão' é o sinal da autoridade” p. 14.

2.2. “A toga, sem dúvidas, convida ao reconhecimento. Infelizmente hoje em dia, e cada vezmais, sob este aspecto, a função judicial se encontra ameaçada pelos perigos opostos da indiferença ou do clamor: indiferença quanto a processos pequenos, clamor acerca de processos célebres. Nos primeiros, a toga parece um arnês inútil, nesses se assemelha, infelizmente, a uma roupa teatral. A publicidade do processo penal, a qual responde não somente à idéia do controle popular sobre a maneira deadministrar a justiça mas também e mais profundamente a seu valor educativo, degenerou de maneira infeliz em uma ocasião de desordem.” p. 16/17.

2.3. “À solenidade, para não dizer a majestade dos homens de toga, se contrapõe o homem na cela. Jamais vou esquecer a impressão que me deu na primeira vez em que, adolescente apenas, entrei numa cela de uma seção penal de Tribunal de Turin. Aqueles,poderíamos dizer, acima do nível dos homens, este abaixo desse nível, trancados numa jaula, como um animal perigoso. Sozinho, pequeno, mesmo que de estatura elevada perdido, mesmo quando tenta parecer desenvolto carente, carente.” p. 18

2.3. “Existem aqueles que concebem ao coitado com a figura de faminto, outros com a figura de vagabundo, outros com a de doente, pra mim, o mais coitado de todos oscoitados é o preso, o encarcerado.” p. 19.

2.4. “O delinquente enquanto, é outra coisa. Confesso que o delinquente me causa repulsa, em certos casos me causa horror. Entre outras coisas, pra mim, o delito, o grande delito, ocorreu-me de presenciá-lo, ao menos uma vez, com meus próprio olhos.” p. 20.

2.5. “As algemas são um emblema do direito, talvez, pensando bem, o mais autêntico de seusemblemas, ainda mais expressivo que a balança e a espada.” p.20.

2.6. “Basta tratar ao delinquente em vez de como uma besta, como um homem para perceber nele a incerta chama do pavio luminoso, que a pena, em vez de apagar deve reavivar.” p. 21.

2.7. “O preso, não sabem as pessoas e menos ainda sabe ele, está faminto e sedento por amor. A necessidade de amizade vem de sua desolação. Quanto maior é adesolação, mais profunda e fecunda é a necessidade de amizade. Inconscientemente ele pede o que é indispensável a fim de se o defensor possa cumprir com seu ofício o que o defensor deve possuir, antes de tudo, para tal fim, é o conhecimento do imputado, não como o médico, o conhecimento físico, mas o conhecimento espiritual.” p. 29.

2.8. “Estes todos são denominados assim porque estão divididos, ea parte procede precisamente, da divisão: cada um possui um interesse oposto ao do outro.” p. 31.

2.9. “Nenhum homem se pensasse no que é necessário para julgar a outro homem, aceitaria ser juiz. E, no entanto, é necessário encontrar juízes. O drama do direito é este. Um drama que deveria estar presente a todos, dos juízes aos julgáveis, no ato em que o processo é celebrado.” p. 34.

2.10. “Ajustiça humana não pode ser mais que uma justiça parcial, sua humanidade não pode deixar de ser resolvida em sua parcialidade. Tudo o que pode ser feito é tratar de diminuir tal parcialidade.” p. 35.

2.11. “Mais que ler muitos livros eu gostaria que os juízes conhecessem muitos homens, se fosse possível, sobretudo, santos e canalhas, os que estão no topo e os que estão no patamar mais baixo da...
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