Fichamento "Introdução ao pensamento jurídico" de Karl Engish

Páginas: 38 (9434 palavras) Publicado: 28 de novembro de 2013
“Uma "Introdução ao pensamento jurídico" prossegue finalidades diferentes das de uma "Introdução à ciência jurídica" que, usualmente, é uma introdução não só aos métodos do pensamento jurídico, mas também uma introdução ao próprio Direito e aos seus diferentes ramos”. (P. 07)

“Aqui apenas quero salientar o seguinte: A lógica do jurista é uma lógica material que, com fundamento na lógicaformal e dentro dos quadros desta, por um lado, e em combinação com a metodologia jurídica especial, por outro lado, deve mostrar como é que nos assuntos jurídicos se alcançam juízos "verdadeiros", ou "justos" (corretos), ou pelo menos "defensáveis"”. (P. 7 e 8)

“O verdadeiro texto deste livro permaneceu substancialmente o mesmo desde o seu aparecimento no ano de 1956, muito embora várias ediçõestenham sido ajustadas, não só nas anotações, mas também no texto, às evoluções da legislação, da jurisprudência e da teoria”. (P. 08)

“Quando o jurista, situado no círculo das ciências do espírito e da cultura, entre as quais se conta a Jurisprudência, olha derredor, tem de constatar, angustiado e com inveja, que a maioria delas pode contar extra muros com um interesse, uma compreensão e umaconfiança muito maiores do que precisamente a sua ciência”. (P. 08)

“Especialmente as ciências (teorias) da linguagem, da literatura, da arte, da música e da religião fascinam os leigos devotados a assuntos de cultura numa medida muito maior do que a ciência do Direito, se bem que esta, não só quanto à matéria mas ainda metodologicamente, tenha com aquela estreitos laços de parentesco. (P. 08)“As razões deste desinteresse do leigo pelo Direito e pela ciência jurídica são fáceis de descobrir”. (P. 12)

“O homem nasce e cresce no seio da comunidade e - à parte casos anormais – jamais se separa dela”. (P. 12)

“Em geral, porém, a arte segue os seus próprios caminhos e a ciência (teoria) da arte é que lhe vai no encalço, dilucidando, refletindo e historiando, sendo muitas vezesconsiderada com suspeição pelo próprio artista, quando não por ele pura e simplesmente repudiada e ironizada”. (P. 13)

“Quanto não significou WINCKELMANN para os nossos clássicos! Com que intuições felizes nos não brindaram um JAKOB BURCKHARDT ou um HEINRICH WOLFFLIN!” (P. 13)

“Aquilo que os juristas genuinamente dotados e criadores pensaram e trouxeram à clara luz do dia em matéria deconhecimentos jurídicos tem sido em todos os tempos uma bênção para o próprio Direito (1), já por ter inspirado o legislador, já por ter influído a decisão dos concretos casos jurídicos.” (P. 14 e 15)

“A liberdade, que sem mais é reconhecida ao espírito humano no sector de actuação da individualidade - logo, precisamente no domínio das artes -, facilmente parecerá acaso, arbítrio ou despropósito no domíniodo Direito, onde deve imperar a regra e a lei”. (P. 15)

“Decerto que também o artista conhece regras e leis. Mas estas são para ele apenas as "formas", que pode e deve preencher com conteúdos pessoais”. (P. 15)

“[...] PASCAL deu a tal decepção uma expressão clássica com estas palavras, tantas vezes citadas: “Quase nada há de justo ou injusto que não mude de natureza com a mudança declima”“. (P. 15)

“Três graus de altura polar revolucionam toda a jurisprudência”. (P. 15)

“É evidente que na mente deste biólogo estava a ideia de que um genuíno Direito natural haveria de ter igualmente as suas raízes em dados
Biológicos”. (P. 17)

“Como toda a empresa e actuação do homem, também a Jurisprudência nos aparece assinalada por defeitos e exposta a riscos.” (P. 18)

“Retomemos o§1589 do Código Civil alemão. Este parágrafo é o primeiro de um conjunto de disposições sobre o "parentesco". Na sua versão original dizia, na íntegra: "As pessoas que descendem umas das outras são parentes em linha recta. As pessoas que não são parentes em linha recta, mas procedem duma mesma terceira pessoa, são parentes colaterais. O grau de parentesco determina-se pelo número de gerações....
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