FICHAMENTO: FERNANDES, Florestan. “Revolução ou contra-revolução?” 1980

Páginas: 5 (1162 palavras) Publicado: 16 de setembro de 2013
Hist do Brasil contemporâneo II
FICHAMENTO: FERNANDES, Florestan. “Revolução ou contra-revolução?” 1980
A contra revolução foi uma ação resultante do período considerado como de revolução do período pós Vargas, e a ditadura veio como uma contra revolução.
Fernandes inicia o texto falando que o golpe de estado de 64 foi organizado em nome de “ideais revolucionários” como uma contra revolução,explicando suas questões internas e externas.
Plano interno - no plano interno, segundo o autor, era basicamente a função de impedir uma transição democrática restrita para uma ampliada, que o contrário do que se acreditava não seria uma democracia populista ou das massas, mas sim a crescente participação das classes populares no campo e na cidade, que estavam desenvolvendo seu espaço próprio.Dessa forma a contra revolução do ponto de vista interno queria impedir esse crescimento que ameaçava a consolidação de um regime democrático burguês, para reestabelecer o status quo das classes possuidoras e suas elites políticas.
Plano externo – o autor diz que o golpe militar de 64 fez parte de um clico mais amplo, em nome da “defesa” e da “interdependência do ocidente”, onde as ações faziamparte de uma paralisação por conta das várias revoluções nacionais e as transições democráticas, para controlar politicamente e militarmente, banindo as classes populares e as massas da cena histórica.
O autor chama atenção para o ponto da contra revolução externa que “não se limitou a apoiar e dar validade as manifestações a partir de dentro, mas também levou para a periferia uma necessidadeprópria e urgente de acabar com a mudança política revolucionária.” (p. 144). Fala ainda que havia uma corrente profunda em escala mundial e o Brasil teria tido papel fundamental para a segurança do hemisfério ocidental, talvez como se fosse um exemplo?
De acordo com Fernandes essas duas vertentes do golpe encerra uma etapa superficial da expansão da democracia burguesa, no caso do Brasil umapossível democracia burguesa, pois um país de origem colonial, recém saído de um regime de trabalho escravo e fortemente preso a dominação imperialista, apenas conduz a um novo estilo de ditadura, que exige um estado ditatorial próprio, denominado pelo autor como estado autocrático burgues, que não permite paralisar ou congelar a história por conta do próprio capitalismo que impõe ritmos rápidos detransformações da sociedade.
Um estado cheio de contradições internas e externas que se coloca em risco, e que exige extrema rapidez, intensidade e raciocinialidade na forças contra revolucionárias, segundo o autor isso não conteceu, nem no Brasil e nem nos países centrais, nas superpotências ou periféricos, nenhum conseguiu explorar esse tempo de forma preventiva, e esta falha aprovou que o regimeditatorial não foi uma forma de garantir a estabilidade política desejada.
Segundo o autor, analisando de uma ângulo menor, as forças da contra revolução que se prenderam na própria armadilha ainda são suficientemente forte (a partir de dentro) e flexível (pela articulação com o imperialismo) que se adaptam para uma segurança relativa de classes dominantes, concentrando pelos meios “usuais”, noprocesso político através da institucionalização, buscando uma “democracia forte” e tornando a ditadura das classes superiores menos visível.
Então, para falar sobre a continuidade da contra revolução Fernandes partirá de 3 questões
1. Em que consiste o desgaste da contra revolução e o que tal desgaste contém em seu bojo?
2. Em que medida as forças sociais da contra revolução podem condicionare estão condicionando a reciclagem do processo político?
3. Como anular o ímpeto dessas forças que lhe são antagônicas, as quais buscam retomar e aprofundar as vias da revolução democrática?
– primeiro o autor fala que tal desgaste foi inevitável, por que a contra revolução não gerou seu próprio “período de transição” por que não foi capaz de revolver nenhum dos grandes problemas do Brasil,...
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