Fichamento do texto "A LUSOFONIA E UMA CONCEPÇÃO DE POLÍTICA LINGUÍSTICA" Nancy dos Santos Casagrande Neusa Barbosa Bastos

Páginas: 5 (1146 palavras) Publicado: 27 de junho de 2014

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO
NOME: Priscila Luz Gontijo Soares
RA: 00095326
Turma: NXA7
Professora: Maria Ignez
Disciplina: Seminário de Pesquisa e Identidade Nacional

SEMINÁRIO 5


"A LUSOFONIA E UMA CONCEPÇÃO DE POLÍTICA LINGUÍSTICA"

Nancy dos Santos Casagrande
Neusa Barbosa Bastos

CONCEPÇÃO DE POLÍTICA LINGÜÍSTICA

Temos em Calvet (1996) a concepção depolítica linguística como uma relação imposta pelo estado a um determinado povo. Segundo o autor, é o poder político que privilegia esta ou aquela língua, quando de sua imposição a uma comunidade.

Planificação linguística: as intervenções sobre as línguas, no que se refere à promoção de línguas, isto é, à criação de programas de revitalização, manutenção, escrituralização, criação de escolasbilíngües e de legislação específica para a questão das línguas, estando aí atrelada a questão dos direitos e do patrimônio lingüístico.

Se o Estado é o responsável pela imposição da língua, temos nessa situação, a imposição de uma nova identidade, que se concretiza quando a tal língua imposta acaba por consolidar-se no processo de nacionalização de um grupo. A partir daí, temos a formação de umasociedade que entrelaça Língua e Política.

As discussões sobre política linguística ultrapassam os muros acadêmicos. Devemos considerar as questões de língua ligadas também, aos instrumentos tecnológicos regentes à linguagem - entendamos aí o processo de gramatização: gramática e dicionário - e à relação com a história do povo que fala. Nesse sentido, quando se trata dessa relação língua ehistória-linguística-cultural lusófona de cinco séculos, nos contextos em que se fala a Língua Portuguesa, juntamente com os demais países de língua oficial portuguesa, há toda uma gama de variações.

AS VARIAÇÕES

A variação é primordialmente estilística e caracteristicamente identificada por meio de designações de variedades coletivas supranacionais (LÍNGUA PORTUGUESA), nacionais (PORTUGUÊS DEANGOLA, DO BRASIL, DE CABO VERDE, DE GUINÉ-BISSAU, DE MOÇAMBIQUE, DE PORTUGAL, DE SÃO TOMÉ DE PRÍNCIPE E DE TIMOR LESTE), regionais (PORTUGUÊS SULISTA, MINHOTO, ETC.) locais (PORTUGUÊS PAULISTANO, LISBOETA, ETC.) e todas as outras variantes diatópicas,diastráticas e diasfásicas, o que, abarcando todas as manifestações internacionais entre lusofalantes, aponta para a imensa riqueza plural e para asurpreendente unidade lingüística dessa língua falada por cerca de duzentos milhões de pessoas no mundo.

Considerando o princípio - uma língua, uma nação - determinante para a sua sobrevivência como Estado, lembramos a necessidade de aprendizagem e uso de uma língua oficial como obrigação para os cidadãos e consequentemente a necessidade da sistematização, a gramatização por meio dos jácitados instrumentos tecnológicos: a gramática e o dicionário o que muda as relações de mútua referência, recíproca regulação, inconsistência ou indiferença entre as esferas ou níveis em que as práticas culturais têm lugar.

As nações mais globalizadas procuram impingir aspectos da cultura totalizadora e essa assimilação ocorre, devendo o Estado formar indivíduos críticos para defesa de sua culturapor meio das seguintes ações:

1. Da apresentação de razões em torno de determinada tese;
2. Da emissão de opiniões fundamentadas em argumentos baseados em verdade, autoridade, fatos;
3. De reflexões acerca dos problemas sociais da nação;
4. Do despertar o espírito crítico dos cidadãos. Nesta quarta reside, mais propriamente, o papel político do professor de Língua Portuguesa, sem naturalmenteabandonar as demais, necessárias todas à formação de um indivíduo crítico.

IDEOLOGIA E IMPOSIÇÃO CULTURAL

Na relação entre ideologia e imposição cultural, temos a língua do dominante como aquela da classe dominante, como é o caso dos intelectuais e dos professores por meio de uma imposição cultural pela elite intelectualizada às demais classes privadas que são do bem falar é do bem...
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