Fichamento do livro "Por que (não) ensinar gramática nas escolas"

Páginas: 6 (1359 palavras) Publicado: 7 de agosto de 2013
Palavras chave: ensino, gramática, língua, mudanças.

A obra apresenta uma visão crítica sobre o ensino da gramática nas escolas. Procura mostrar que a educação gramatical, tal como é feita atualmente, não gera tantos resultados positivos tais quais poderia gerar se a educação fosse feita de outra forma. O autor expõe modos práticos de aprendizado que poderiam ser utilizados em sala de aula,além de explanar dificuldade das línguas, qual é a real função da escola ao ensinas a língua materna, a qual tipo de aluno as aulas são direcionadas, variabilidade natural na língua, o que ensinar aos alunos (considerando o conhecimento já trazido por cada um deles), conceito de gramática por pontos de vista diferentes, o que é “certo” e o que é “errado” na fala, etc.

P. 17-18 “O objetivo daescola é ensinar o português padrão, ou, talvez, (...) o de criar condições para que ele seja aprendido. (...) A tese de que não se deve ensinar (...) o domínio do dialeto padrão dos alunos que conhecem e usam dialetos não padrões baseia-se em parte no preconceito segundo o qual seria difícil aprender o padrão. Isto é falso (...)” [O trecho acima mostra a principal função da escola e que não hájustificavas para que o mesmo não seja feito com qualidade]
P. 18-19 “Dentre as que defenderiam que a função da escola não é ensinar o português padrão, (...) vale a pena comentar são basicamente duas. Uma é de natureza político-cultural. Outra, de natureza cognitiva.
A tese de natureza político-cultural diz basicamente que é uma violência, ou uma injustiça, impor a um grupo social os valores deoutro grupo. (...) natureza cognitiva. Ele consiste em imaginar que cada falante ou cada grupo de falantes só pode aprender e falar um dialeto (...) a defesa dos valores ‘populares’ suporia que o povo só fala formas populares, e que elas são totalmente distintas das utilizadas pelos grupos dominantes. (...). A hipótese supõe também que o aprendizado de uma língua ou de um dialeto é uma tarefa difícil,ou, pelo menos, difícil para certos grupos ou para certas pessoas. Ora, todas as evidências vão no sentido contrário.” [Apresenta ponto de vista diferente do comum sobre o ensino da norma padrão na escola]
P. 19-20 “Em que consistiria o domínio do português padrão? (...) É evidentemente difícil fixar os limites mínimos satisfatórios que os alunos deveriam poder atingir. Mas parece razoávelimaginar (...) que os alunos, aos 15 anos de vida e 8 de escola, escrevam, sem traumas, diversos tipos de texto (...) e leiam produtivamente textos também variados” [Apresenta o objetivo do ensino da língua padrão na escola]
P. 21 “Para que um projeto de ensino e língua seja bem sucedido, uma condição deve necessariamente ser preenchida (...) que haja uma concepção clara do que seja uma língua e doque seja uma criança (...). A melhor maneira de obter tal concepção sem ter que passar por uma vasa literatura de linguística e de psicologia é ler meia dúzia de livros bem escolhidos.” [O que se deve fazer para conseguir projetar um ensino de qualidade]
P. 22 “Se uma palavra não existe no dicionário podemos pensar duas coisas: que a palavra não existe na língua ou que o dicionário temdeficiências.” [Apresenta certa variabilidade da língua]
P. 23 “Há tipos de comportamentos que os seres humanos certamente adquirem de formas semelhantes às utilizadas pelos animais para adquirir certos comportamentos condicionados (...). Mas há tipos de ‘comportamento’ que os seres humanos adquirem de forma que poderíamos chamar de criativa” [Mostra formas das quais o ser humano adquire conhecimento]
P. 26“Afirmar que há línguas primitivas é um equivoco”
P. 29 “Os grupos que falam uma língua ou um dialeto em geral julgam a fala dos outros a partir da sua e acabam considerando que a diferença é um defeito ou um erro. (...) O preconceito é mais grave e profundo no que se refere a variedades de uma mesma língua do que na comparação de uma língua com outras.” [É um ponto de vista importante, em...
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