FICHAMENTO De Desigualdades Raciais e Segregação Urbana em Antigas Capitais Antonia dos Santos Garcia

Páginas: 12 (2903 palavras) Publicado: 2 de julho de 2013
FICHAMENTO De
Desigualdades Raciais e Segregação Urbana em Antigas Capitais
Antonia dos Santos Garcia






Maio/2013
DuBois: “Salientou para os negros, a dupla consciência de raça e de nacionalidade foi e continua sendo condição para integração social e política”. (P.18)
Milton Santos: “disse sobre a nossa sociedade racista, sentindo-se, como os demais negros brasileiros - sobretudoaqueles que formam a base da pirâmide social-, um cidadão de segunda classe, nos faz refletir sobre relações sociais altamente hierárquicas, tão desiguais a ponto de fazerem um cidadão do mundo como ele se sentir um subcidadão no próprio país”. (P.25)
Guimarães: “O racismo brasileiro atravessou, grosso modo, duas grandes fases: a discriminação de classe e de sexo, que gerava segregação, de fato,em espaços públicos e privados (praças, ruas, clubes sociais, bares e restaurantes, etc.); e a fase atual, em que com a discriminação e a segregação raciais sob mira, apenas os mecanismos de mercado (discriminação de indivíduos e não de grupos) ou psicológicos de inferiorização características individuais (autodiscriminação) permitem a reprodução das desigualdades raciais”. (P.26)
Luiz AguiarCosta Pinto: “Enfrentar a questão racial no Brasil, inclusive no meio acadêmico, não é tarefa fácil”. (P.28)
Ruth Landes: “Acho que o cônsul brasileiro também se surpreendeu, quando estive no seu escritório em Nova York para obter o meu visto e expliquei esse propósito. Negros! Exclamou – mas por que você deve estudá-los? Não são diferentes dos outros cidadãos do meu país! E pediu para ver minhaficha policial”. (P.28)
Antonio Sérgio Guimarães: “alerta que qualquer estudo sobre racismo no Brasil deve observar que “o racismo é um tabu” (...), pois “os brasileiros se imaginam uma democracia racial que é fonte de orgulho nacional” e, na comparação com outras nações, serve “como prova inconteste de nosso status de povo civilizado”. (P.29)
Claude Lévi: “ao analisar a relação entre históriahumana, progresso, diversidade cultural contruída e raça ao longo dos séculos, chama a atenção sobre o paradoxo de se falar de raça em estudo destinado a lutar contra o preconceito racista”. (P.29)
Raquel Rolnik: “é comum, nas referencias que são feitas à posição dos negros e mulato nas cidades brasileiras, a menção sobre a inexistência de guetos, ausência de qualquer tipo de segregação racial apartir da imagem do gueto norte-americano. No outro polo, “estaria o Brasil, onde negros e brancos pobres compartilham o espaço das vilas e favelas, numa espécie de promiscuidade racial sustentada pelo laço comum da miséria e da opressão econômica””.(P.29)
Gilberto Freyre: “chamou a atenção sobre a especialidade das relações raciais, já que sua trilogia célebre começa por Casa Grande e Senzala (mundorural), passando a Sobrados e Mucambos (mundo urbano). Analisando esta transição, Freyre aponta que as fazendas junto às cidades explicam, em parte pelo menos, a extensão de áreas das cidades brasileiras segundo padrões tradicionais do campo:
“Elas foram crescendo com os interesses de concentração urbana prejudicados pelos de autonomia das casas dos ricos, que precisavam de verdadeiro luxo deespaço para senzala, chiqueiro, estrebaria, cocheira, horta, baixa de capim, pomar, parreiral, árvores grandes a cuja sombra se almoçava em dias mais quentes, açougue, viveiro, banheiro de palha no rio ou riacho. Para todo um conjunto de atividades impostas à casa burguesa pela imperfeita urbanização da vida e pela escassa ou difícil comunicação das cidades com os engenhos e as fazendas ““. (P.30)Clóvis Moura: “o crescimento dos movimentos negros e o questionamento da história oficial ou oficiosa do Brasil contribuíram com rupturas acadêmicas e políticas, e seu trabalho trouxe à tona um assunto que era tabu ou zona nevrálgica para sociólogos e historiadores tradicionais, especialmente em consequência da obra de Gilberto Freyre que apontava o Brasil como o paraíso da democracia racial,...
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