Ficha de Leitura Ficha de leitura do livro Até que ponto, de fato, nos comunicamos, de Ciro Marcondes Filho

Páginas: 9 (2220 palavras) Publicado: 12 de agosto de 2015
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação
Nome: Marina da Fontoura Brondani
Matrícula: 00218618
Ficha de Leitura: Até que ponto, de fato, nos comunicamos? Autor: Ciro Marcondes Filho.

“Comunicar é um imperativo, uma ordem. Todos têm de se comunicar. Sem comunciar não há vida, tudo tem de ser repassado,  transmitido e revelado. Temos de nos tornartransparentes aos demais, mostrar-nos. Não há outra fórmula.”Pg. 8
“As pessoas inventam , vendem, usam todas as máquinas possíveis para comunicar exatamente por que mal conseguem transmitir ao outro qualquer coisa, mal conseguem transmitir ao outro qualquer coisa, mal conseguem entender ou sentir junto com esse outro as coisas que ela ou ele sentem.” Pg. 8
“No plano cotidiano, das pequenas frases do dia a dia , das saudações e dos comprimento, da conversa na hora do café, em suma, em todas essas situações falamos, repetimos as mesmas frases, fazemos as mesmas perguntas. Estamos todos mudos, apenas pronunciando repetidamente, viciosamente, as mesmas falas. Em verdade, não falamos nada. pg. 9
“Não nos comunicamos ou de que nos comunicamos, em verdade, muito pouco e em raras ocasiões.” Pg. 10“Voltemos a Proust. Para ele, o amor evidencia o desespero de incomunicabilidade e, quando a dualidade se transforma em unidade, quando o outro não está em outro lugar a nãos ser aqui onde estou, quando ele não excede mais a minha compreensão, então não há mais comunicação no amor.”Pg. 12
“A proximidade mata o amor, pois dilui o mistério.” Pg. 12
“Não há ”corações em sintonia”; a comunicação íntima eprofunda, a reciprocidade entre duas pessoas é uma miragem. ”Pg. 12
“E a “nostalgia da continuidade perdida” de que falava Bataille, a de sermos seres descontínuos, mas que têm a nostalgia da continuidade perdida e que buscam no encontro sexual superar a crise do isolamento. Mas a fusão completa no outro, a incorporação plena de seu corpo e de sua alma, não é possível. O outro é um outro ser, comsua vida, seus desejos, que jamais será incorporado inteiramente em nós. É essa fuga continua do outro que fabrica o sentimento do ciúme, da possibilidade de perda, que realça a fragilidade das ligações e, portanto, a perenidade da paixão.” Pg. 13
“Além disso, a comunicação efetiva-se, de fato, por procedimentos indiretos, paralelos, mesmo subterrâneos.” Pg. 14
“A comunicação não está na difusão emmassa dos jornais, rádios, televisões, publicidades de rua e semelhantes, aí ela é apenas difusão, eu emito sinais e formas livremente e alguém as capta, mas, rigorosamente, não se trata de comunicação pois não há ação recíproca, a troca, o aprendizado instantâneo e num mesmo ambiente contextual de um com outro.” Pgs. 15 e 16
“Comunicação tampouco é instrumento, mas, acima de tudo, uma relaçãoentre mim e o outro os demais. Por isso, ela não se reduz à linguagem, menos ainda à linguagem estruturada e codificada numa língua. Ela ultrapassa e é mais eficiente que esse formato, realizando-se no silêncio, no contato dos corpos, nos olhares, nos ambientes.” Pg.16
“O homem é um ser, mas o ser é muito mais que um homem, ser é tudo o que existe.” Pg. 17
“Sócrates nada escrevera, confiando natransmissão de suas ideias pela oralidade, e enquanto Aristóteles tudo escrevia, Platão se via no meio do caminho entre escrever e discursar.” Pg. 19
“O fogo sobre a madeira produz um efeito incorpóreo, o queimar-se.” Pg. 21
“ Seguno ele(Guilherme de Ockman), o mundo não é uno, é contingente e se constitui por um “conjunto de indivíduos”, exigindo, então, múltiplas hipóteses explicativas.” Pg 25“Duvidar é a única prova e sua existência: duvido, logo existo; mesmo sendo enganado, se sou enganado, isso prova exatamente que existo. A certeza, portanto, já não está mais em Deus, mas no homem, é a autonomia do eu que se inicia aqui.” Pg 28
“As pessoas não têm condição de compreender a substância, assim como a “essência real” das coisas”pg. 31
“Saber que uma mão se movimenta e que uma bola...
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