Fatalismo -martin baró

Páginas: 35 (8577 palavras) Publicado: 30 de setembro de 2012
Síndrome Fatalista



A dormência da América Latina.

No mundo latino-americano recriado por García Márquez, os eventos mais extravagantes, terminam por parecer normais e os anacronismos mais pitorescos adquirem um caráter de continuidade atemporal. Como para o coronel, que não tem com lhe escreva, o tempo parece haver ficado com estes povos, esquecidos entres florestas tropicais e picosandinos. Pessoas sozinhas e solitário, para os que o amanhã haja foi ontem , e logo será tarde demais, embora que hoje o agora possa ser nada para mudar esse destino fatal.

Romance de ficção? É claro, mas uma ficção que capta apropriadamente um mundo forçados a viver para além da pseudomarginado da história. Basta espiar a vida norte-americana de todo dia, "a partir do Rio Bravo até a atagônia", para saber que a imaginação literária não tem feito mais que depurar um feito essencial de nossa realidade. El Salvador, por exemplo, não há nenhum resultado surpreende e, se algo foi alcançado com Guerra Civil que desde 1981 assola o pais, é fazer todos os dias incomuns.

Em 1981, os filhos de um único membro da Junta do Governo estavam lutando na guerra, enquanto o chefe da PoliciaNacional, acusado de "cobrir os esquadrões da morte" e de praticar sistematicamente a tortura e assassinato, era nomeado membro da Comissão de Direitos Humanos; um ministro do governo expresso por meio da TV que a revolução salvadorenha não tinha igual em história, e que talvez só a Revolução Francesa poderia ser comparada, considerando que, durante uma troca de prisioneiros, um vice-chanceler deum comandante de guerrilha saudava um comandante da Guerrilha com a expressão "ao seu serviço, senhor"; na parede na igreja de uma aldeia "fantasma" deixadas pela guerra, Tenancingo, crescia uma grande árvore, enquanto o Diretor Nacional do Turismo afirmava que a guerra seria muito útil para o turismo do país, já que se poderia mostrar aos estrageiros os "ta-yous", ou seja, as grutas escavadasna terra onde as pessoas se protegiam contra o bombardeio das Forças Armadas.

A lista de absurdos históricos podia prolongar-se indefinidamente. Como no inconsciente freudiano, todas as contradições são possíveis no mundo latino-americano, já que a lógica parece não existir, pelo menos, aquela lógica que se baseia na razão e não nos interesses criados. Parece que povos latino-americanos queestão atolados em tirar um cochilo forçado, um estado dormente que os mantêm a margem de sua própria história, obrigados a se sujeitarem a ordem que outros determinam, sem que a semiconsciência de sua situação os permitissem criar outra coisa que senão choques esporádicos, como que sem “pescassem “ para não caírem completamente adormecido. Os periódicas golpes de Estado que ocorrem em alguns dessespaíses constituem uma parte integrante do “Folclore Latino” e representam simples volta a tortas para continuar assando do outro lado, é dizer, para que outro grupo minoritário fique com o turno e desfrute o pastel e para o povo todo fazer igual.

Esta aparente estagnação do tempo histórico para o povo latino-americanos parecem absorver as realidades sociais de natureza física. Cada objeto segueo seu ciclo pré-determinado, sem outras alterações além dos requisitos mínimos impostos pela evolução. As coisas são como são, como foram ontem e amanhã. Apenas conta o presente e não a plenitude vivencial que buscava o poeta latino (carpe diem), mas obrigado pelo estreitamento das possibilidades de vida. Jogados ali sem memória histórica ou plano de vida, parece que o povo Latino Americano nãotêm mais perspectiva do que a aceitação fatal de seus destinos.

O FATALISMO

Fatalismo é um termo que vem do latino fatal, que significa destino, ou seja, previsão, Oráculo e, portanto, o destino inevitável. Algo é fatal quando é inevitável, mas também quando desagradável, infeliz. Em castelhano, portanto, Fatalidade tem uma dupla conotação de futuro inevitável e desgraçado. Fatalismo é que...
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