EXISTENCIALISMO

Páginas: 5 (1143 palavras) Publicado: 25 de outubro de 2014
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EXISTENCIALISMO
NORMAN GEISLER
Este texto é um excerto do livro de Norman Geisler, “Enciclopédia de Apologética:
respondendo aos críticos da fé cristã” (Vida, 2001. Pgs. 332-333).

Existencialismo. Como movimento ateu, o existencialismo floresceu na metade do
século XX, mas seus efeitos permaneceram. O existencialismo provoca um efeito negativo
nocristianismo evangélico.
Influência teológica. Vários movimentos teológicos amplamente, conhecidos por neoortodoxos, foram influenciados pelo existencialismo. Karl Barth enfatizou a encontro
pessoal com Deus, salientando que a Bíblia é o registro humano falível da Palavra de Deus.
Emil Brunner enfatizou que a revelação é pessoal, não proposicional. Rudolph Bultmann
desenvolveu o métodoantimitológico para arrancar da Bíblia sua desatualizada
cosmovisão sobrenatural para chegar à essência existencial (v. mitologia e o novo
testamento).
Principais defensores do existencialismo. Um grupo eclético de filósofos e teólogos
contribuíram para o que se tornou o existencialismo moderno. Entre eles estão o teísta
luterano Søren Kierkegaard (1844-1900), os ateus franceses Jean-Paul Sartre(1905-1980) e
Albert Camus (1913-1960), o teísta judeu alemão Martin Buber (1878-1965), o não-teísta
alemão Martin Heideger (1832-1970), o católico francês Gabriel Marcel (1899-1964) e o leigo
ortodoxo alemão-oriental Karl Jaspers (1883-1969).
Ênfases e contrastes do existencialismo. O existencialismo enfatiza a vida acima do
conhecimento, o desejo acima do pensamento, o concreto acima do abstrato,o dinâmico
acima do estático, o amor acima da lei, o pessoal acima do proposicional, o indivíduo acima
da sociedade, o subjetivo acima do objetivo, o não-racional acima do racional e a liberdade
acima da necessidade.
No centro do existencialismo está a crença de que a existência tem precedência sobre a
essência. Todos os existencialistas defendem essa visão, de alguma forma. Eles discordamem outros aspectos, mas a maioria dos existencialistas, especialmente os ateus, tendem a
aceitar outras proposições:
Os seres humanos são basicamente animais que aprenderam a escolher. Não são
vistos como seres racionais, políticos ou mecânicos..
A humanidade como objeto não está livre, mas indivíduos como sujeitos estão livres.

“Eu” não sou “eu mesmo”. O “ser” pode ser estudado e descritocomo a “coisa”. Mas
o “eu” por trás da coisa transcende a descrição: é totalmente livre.
Objetividade carece de existência. Apena o subjetivo realmente existe.
Significado e valor são encontrados em existência, vida, desejo e ação. Forma, essência
e estrutura são irrelevantes e inúteis.
Significado e valores são criados, não descobertos. Existencialistas teístas como
Kierkegaard discordamnesse caso.
Da essência à existência. Tudo isso parece mais filosófico que prático, e os
existencialistas lutam com o movimento do abstrato para o concreto. Eles próprios
descrevem o movimento de várias maneiras. O existencialista cristão Kierkegaard
descreveu-o como “passo de fé” (v. fideísmo), no qual se tem um compromisso pessoal com
Deus. O ateu Sartre o denominou “tentativa de passar daexistência para a essência em si”.
Ele acreditava que fazer isso é impossível, e que a vida é absurda. Os existencialistas ateus,
inclusive Sartre e Camus, insistem que nenhuma experiência existencial autêntica é
possível. O melhor a fazer é reconhecer a própria inautenticidade. Os existencialistas teístas
acreditam que a experiência existencial genuína é possível, mas não sem o encontro pessoalcom Deus. Se isso é feito apenas como indivíduo (Kierkegaard) ou na comunidade (Marcel),
não se sabe. Pelo menos, é possível. Para o existencialista judeu Martin Buber, tal
movimento vai dos relacionamentos Eu-coisa para Eu-Tu. Gabriel Marcel acreditava ser
possível uma verdadeira experiência existencial passando de “mim” (o indivíduo) ou
“eles” (a multidão) para “nós” (comunidade)....
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