Estudo de manutenção de embarcações

Páginas: 26 (6428 palavras) Publicado: 18 de setembro de 2014
1. INTRODUÇÃO
Quem quer que olhe o “mapa-múndi” com atenção observará a quantidade de água que circunda e liga os continentes, sugerindo o deslocamento de pessoas e de cargas de um ponto a outro. Mas observará ainda que, cortando os continentes, há uma densa malha de rios e lagos que convidam à navegação.
Olhando, porém, o mapa do Brasil, descortina-se outro conjunto de caminhos navegáveis,seja representados pela costa, em seus 8.500 km de extensão, seja pela rede de cursos d’água ligando os seus vários territórios entre si e com os seus vizinhos continentais. São 30.000 km de vias naturalmente navegáveis, podendo chegar a 60.000 km se incluídas as águas flúvio-lacustres, segundo nos ensina José Ademir Menezes Allama, em seu artigo “A Terceira Onda da Hidrovia Brasileira”,acrescentando que o País aproveita – e muito mal – apenas 13.000 km desse total.
Na história mundial registra-se a prática da navegação desde alguns milênios atrás, em busca de melhores terras e melhor qualidade de vida ou de ampliação de domínios, percorrendo rios e lagos, navegando ao longo da costa ou atravessando os mares. Os egípcios dedicaram-se à navegação fluvial, transportando cargas e pessoasatravés do rio Nilo, unificando o País e desenvolvendo o comércio e a indústria. E, numa visão de uso múltiplo das águas, aprenderam a dominar as enchentes em favor da agricultura.
A partir do domínio da navegação, egípcios, gregos e fenícios tornaram-se potências marítimas do mundo, inclusive através das guerras.
Ao longo da história do mundo há muitas referencias a guerras que foram vencidas embatalhas navais, como a Waterloo, em que Napoleão conheceu a derrota e, aqui entre nós, a do Riachuelo, em que o Brasil venceu o Paraguai. Mas constituirá uma exposição paralela a referência a tantas e tantas guerras que se desenvolveram sobre as águas dos oceanos e dos rios.
Mencionando o Brasil, não foi por mero acaso que aqui chegaram os portugueses, singrando os mares. E aqui encontraram nativosque se deslocavam pelos rios, em canoas e jangadas. Também não foi por acaso que exploradores de riquezas naturais e missionários desbravaram as terras brasileiras valendo-se da navegação fluvial, ampliando enormemente os domínios portugueses; e também não foi ao acaso que os descobridores logo se deram conta dos riscos de invasão pela bacia amazônica, tratando de defendê-la, através de incursõescomo a de Pedro Teixeira, que saiu de Belém em 1.637 chegando à cidade de Quito (Equador) pelos rios Amazonas e Solimões.
A história de navegação é de uma riqueza inenarrável. Desde a referência a episódios inacreditáveis, como a viagem em jangadas, por remanescentes de uma luta religiosa no Peru, em direção à Polinésia, atravessando 4.000 milhas de oceano, até o esforço de formação denavegadores, a que se dedicou a famosa Escola de Sagres, e a dedicação de brasileiros ao conhecimento da construção de navios, que resultou no lançamento do maior navio do mundo em 1.663 e na implantação do Arsenal da Marinha, em 1.763, dando origem à fabricação de navios de cabotagem e de grande percurso.
A vinda da família real para o Brasil, em 1.808, com a conseqüente abertura dos portos, ensejougrande expansão do transporte aquaviário. Mas o segundo grande impulso à navegação veio com a invenção do navio a vapor, a partir do inicio do século XIX. Seus reflexos no Brasil foram imediatos, como a implantação da primeira linha a vapor ligando o Rio de Janeiro a Niterói, e a concessão, em 1.826, da primeira linha de cabotagem (flúvio-marítima) entre o Rio de Janeiro e Belém, com escala na Bahia,Pernambuco, Ceará e Maranhão.
Entre 1.850 e 1.860 várias concessões de navegação foram dadas como, por exemplo, as da ligação de Montevidéu a Cuiabá e Rio de Janeiro a Montevidéu, já utilizando embarcações com casco de aço. Ademais, o ciclo da borracha veio a intensificar a navegação amazônica. Mas foi também a partir dessa época que se implantaram as primeiras ferrovias brasileiras, ora...
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