Estudante de Enfermagem

Páginas: 9 (2035 palavras) Publicado: 9 de abril de 2014

RESENHA:

FREIRE, Paulo. (1979). Educação e Mudança. 31ª ed. São Paulo: Paz e Terra, 2008.



O homem deve ser o sujeito de sua própria educação. Não pode ser objeto dela. Por isso, ninguém educa ninguém.
FREIRE, [1979] 2008, p. 28


O livro Educação e Mudança, de Paulo Freire, foi originalmente escrito em 1979, contém 79 páginas, e em sua 31ª edição foi publicado pela editora Paz eTerra. O mesmo apresenta um prefácio e quatro estudos, divididos em capítulos. O prefácio é de Moacir Gadotti. O primeiro capítulo intitula-se O compromisso do Profissional com a Sociedade. O segundo, A Educação e o Processo de Mudança Social. O terceiro, O Papel do Trabalhador Social no Processo de Mudança e o quarto e último, Alfabetização de Adultos e Conscientização.
No prefácio, MoacirGadotti discorre sobre a vida do referido autor. Apesar de ter sido exilado, Paulo Freire nunca deixou de ser otimista. Como declara Gadotti “Paulo Freire não é um intelectual acadêmico, distante da vida concreta, do quotidiano. É por isso [...] que sua teoria e sua práxis são tão fortes, violentas até, carregadas de um sentido existencial profundo”, (FREIRE, [1979] 2008, p. 10). Sendo assim, Freirenão desvincula a teoria da prática; são, na verdade, indissolúveis em suas reflexões. Como a educação, para Freire, é um ato de conscientização, tal ação torna-se (ou pode-se tornar) libertadora e transformadora. Nesse sentido, apresenta-se como porta-voz dos oprimidos, dos excluídos, é o “pedagogo dos oprimidos” (FREIRE, [1979] 2008, p. 10). Demonstra, pois, que a temática central da obra éa mudança. A pedagogia de Freire se refere ao papel fundamental da educação (conscientização) de uma sociedade de oprimidos para uma sociedade de iguais. Segundo Gadotti: “enquanto os ‘grandes debates’, os ‘seminários revolucionários’ permanecerem dentro da escola, cada vez mais isolada dos problemas reais e longe das decisões políticas, não existirá uma educação libertadora” (FREIRE, [1979] 2008, p. 12). Énessa direção que o pensamento de Freire caminha, e indaga: A escola não seria um local de dominação (em que o burguês impõe uma forma de pensar) a um grupo dominado? Ainda no prefácio, Gadotti evidencia questões de maneira crua, mas realista (é válido lembrar, sempre na esteira de Freire): “não podemos esperar que uma escola seja ‘comunitária’ numa sociedade de classes. [...] Ela não é uma ilhade pureza no interior da qual as contradições e os antagonismos de classe não penetram” (FREIRE, [1979] 2008, p. 13). Pelos apontamentos aqui bosquejados, percebemos como nesse prefácio Gadotti consegue despertar o interesse de seus interlocutores para a leitura completa da referida obra que se lhes apresenta.
Nesse sentido, o primeiro capítulo, intitulado O compromisso do Profissional com aSociedade discorre, como o próprio nome do capítulo indica, sobre a questão docompromisso social que o profissional deve assumir. Para isso, é necessário, primeiramente, que o protagonista da educação esteja consciente de sua realidade, isto é, que seja capaz de “agir e refletir” (FREIRE, [1979] 2008, p. 16). Isso exige um exercício de “distanciamento” e concomitante “reflexão sobre” o contexto que ocerca para poder objetivá-lo e transformá-lo.  Além disso, esse compromisso deve ser realizado por um ser concreto, com existência concreta em uma situação concreta no mundo físico. Em outras palavras, utilizando a metáfora das “águas”, Freire afirma que não há como comprometer-se verdadeiramente, sem mergulhar-se, sem ficar “molhado”, “ensopado” (FREIRE, [1979] 2008, p. 19). Para Freire, atémesmo aquele que se diz “neutro”, “sem compromisso”, está, na realidade, com medo de se posicionar. Assim, oculta a verdade, ou seja, o comprometimento consigo próprio. Ademais, compromisso não é um ato passivo, inapto, mas é práxis (ação e reflexão sobre a realidade), é, também, sinônimo de solidariedade, nunca unilateral ou reduzida à “falsa generosidade”. Aquele que se compromete não pode ter...
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