espiritualidade e religião

Páginas: 5 (1050 palavras) Publicado: 20 de outubro de 2014
A moda se constitui como um dos padrões mais seguros
para medir as motivações psicológicas, psicanalíticas
e sócio-econômico da humanidade (DORFLES, 1979),
porque revela a maneira como as pessoas se comportam
e o modo como elas se apresentam na sociedade, ao
mesmo tempo em que proporciona a inclusão e/ou a
exclusão de pessoas e de grupos do seu contexto social.
A sua dinâmica tem umacaracterística natural de
classificar, de selecionar e de diferenciar pessoas na
busca da exclusividade e do “novo”, e quando o novo
cai no domínio público tem início outro ciclo, isso mostra
que está na moda não necessariamente é estar igual
(estatisticamente falando) porque a massificação representa
a banalização do produto e conseqüentemente a
“não-moda”.
Neste contexto, o vestuário é quemais ostensivamente
representa o movimento da moda, pois a mudança no
jeito de vestir apresenta-se em todo o percurso da humanidade
como o elemento de diferenciação mais aparente.
No entanto, as civilizações antigas não contribuíram
para esse processo, por conterem e negarem a dinâmica
da mudança e da própria sociedade, permanecendo
idênticas a si mesmo, com os mesmos gostos, as mesmasmaneiras de fazer, de sentirem-se e principalmente de
se vestirem, se perpetuando há séculos sem dar qualquer
sinal de mudança, ou de diferenciação (LIPOVTESKY,
1991).
Para fundamentar essas conclusões o autor deste trabalho
tem como referência a indumentária dos povos
antigos que se apresentam historicamente sem nenhuma
novidade ou valor agregado, tendo a função única e
exclusiva de vestir: NoEgito a “toga” e a “túnica” prevaleceram
por quase quinze séculos; na Grécia, o “peplo”
impõe-se até a metade do século VI; e em Roma a
“túnica” e a “toga” persistiram até o final do Império.
Somente, entre os séculos XII e XIV é que surge um modelo
de roupa capaz de romper essas tradições, a ponto
de proporcionar novos conceitos que passaram inclusive
pelas questões de gênero, pois aroupa trazia traços
expressivos e nítidos para os sexos feminino e masculino
com formas ajustadas e verticalizadas que evidenciavam
as formas do corpo, caracterizando um estilo-o “gótico”,
que de tão diferente marcou a transição da Era Medieval
para a Era Moderna.
O jeito de vestir tem importância ainda maior no
Renascimento, quando surge a primeira burguesia apropriando
a moda à hierarquiadas condições, onde a
partir de então as mudanças nas artes e nos modos de
vestir passaram a acontecer à mercê do gosto dos poderosos,
e a roupa passou a representar riqueza e poder
através da aparência e da sua própria estrutura: O tecido
com fibras de puro algodão vestia os escravos e a seda
vestia a burguesia. As roupas que vestiam a burguesia,
principalmente das mulheres, eram recheadasde saias,
de armações (crinolinas e espartilhos) e de babados para
ficarem pesadas a ponto de impedir a mobilidade natural
do corpo.
No entanto, isso representava uma posição social na
divisão e organização de classes na sociedade, pois
quanto mais pesada fosse a roupa tanto mais poder era
associado ao conjugue - significava que mais escravos
tinha a família para atender as necessidades daesposa
(como concubina) e as necessidades da casa.
Assim, à sociedade foi se estruturando e mostrando o
seu valor através do modo de vestir, como se a roupa
fosse a sua própria identidade. Essa representação ainda
tem valor nos dias atuais, não com tanta veemência
porque de qualquer modo a moda não é mais exclusiva
a um determinado grupo de pessoas por um longo período
de tempo, adinâmica, que é própria do fenômeno,
trata de popularizar qualquer aspecto, pela perfeição
ou pela imitação, atingindo a todos os setores da
economia.
A massificação da moda tomou uma dimensão ainda
maior com a introdução da mídia, principalmente, de
TV, de revistas e jornais com editoriais de moda. A sua
representação se dar através do “design” aplicado ao
vestuário, aos tecidos, aos objetos...
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