Esclerose múltipla

Páginas: 27 (6644 palavras) Publicado: 29 de maio de 2013
ESCOLA SUPERIOR DE SAÚDE EGAS MONIZ
Licenciatura em Fisioterapia
Ano Letivo 2012/2013

Intervenção da Fisioterapia na Esclerose Múltipla
U.C.: Educação Clínica VI
Monitora de estágio: Ft. Cláudia Costa
Coordenadora de estágio: Profª Doutora Ângela Pereira
Alunos Estagiários: Rute Paula, nº 106561
Ricardo Cristóvão, nº107394
Índice

Introdução 3
Esclerose Múltipla 4
Fisiopatologia4
Epidemiologia 5
Etiologia 5
Diagnóstico 6
Classificação 7
Sinais e Sintomas 7
Tratamento 8
Prognóstico e Evolução 8
Estudos Recentes sobre a Intervenção da Fisioterapia na Esclerose Múltipla 9
Avaliação 9
Ensaios Clínicos Randomizados 9
Revisão Sistemática 9
Intervenção 12
Ensaios Clínicos Randomizados 12
Discussão 21
Conclusão 22
Referências Bibliográficas 23Apêndices 26
Anexos 27

Introdução


O presente trabalho, realizado no âmbito da unidade curricular de Educação Clínica VI, durante o estágio realizado no serviço de Medicina Física e Reabilitação do Hospital Garcia da Orta, na área de Fisioterapia Neuromuscular, pretende abordar a Intervenção da Fisioterapia na Esclerose Múltipla através duma breve revisão da literatura existente.
Inicialmenteirá apresentar-se uma pequena introdução à patologia, nomeadamente a sua fisiopatologia, epidemiologia, etiologia, diagnóstico, sinais e sintomas, tratamento e evolução. De seguida serão apresentados alguns estudos sobre a intervenção da Fisioterapia na patologia. Por fim será a apresentada uma breve discussão sobre os achados.
A esclerose múltipla (EM) é o tipo mais comum de doençadesmielinizante, inflamatória, que acomete a substância branca do Sistema Nervoso Central (SNC), de etiologia desconhecida, predominante em adultos jovens, com maior incidência no género feminino. A EM possui curso lento e progressivo com períodos de exacerbação e remissão dos sintomas. Sendo esta uma patologia que requer uma manutenção através do tratamento fisioterapêutico, é relevante realizar trabalhoscomo este, para aprofundar conhecimentos.
É uma doença neurológica crónica e progressiva que afeta as fibras do SNC, os jovens adultos são o grupo etário no qual esta patologia incide. Devido à destruição da bainha de mielina, o impulso neural tende a ser prejudicado, alterando os movimentos, sensações e muitas funções do organismo. Clinicamente caracteriza-se por episódios de distúrbio focal dosnervos ópticos, SNC (encéfalo, cerebelo, tronco e medula espinhal), com remissão vulnerável e recidiva durante muitos anos.

Esclerose Múltipla
Fisiopatologia

A EM descreve uma aparência macroscópica da superfície externa do cérebro geralmente normal. Nos casos de evolução prolongada, há com frequência evidência de atrofia e alargamento dos sulcos corticais, com aumento dos ventrículoslaterais e do terceiro ventrículo. Os cortes cerebrais revelam numerosas pequenas áreas acinzentadas irregulares em lesões mais antigas e áreas rosadas em lesões agudas nos hemisférios cerebrais, especialmente na substância branca e nas regiões periventriculares. A substância branca que forma o ângulo lateral superior do corpo do ventrículo lateral é frequente e caracteristicamente atingida. Na lesãoinicial ou aguda há uma hipercelularidade acentuada, com infiltração de macrófagos e astrocitose acompanhadas de infiltração perivenosa, com linfócitos e plasmócitos. As bainhas de mielina desintegram-se e ocorre a decomposição química da mielina. Esta desmielinização é um componente ativo na lesão, mas os axônios na sua, maior parte são poupados. A destruição e a remoção da bainha de mielina levamà perda da condução saltatória rápida de impulsos. Em associação, o axónio apresenta alterações na distribuição dos canais de sódio e potássio, levando à perda da eficiência de condução e propagação de impulsos. Esses axónios desmielinizados são particularmente sensíveis ao aumento da temperatura e alteração nos níveis de cálcio e outros eletrólitos, que podem causar flutuações temporárias na...
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