eric j. hobsbawm

Páginas: 6 (1362 palavras) Publicado: 27 de novembro de 2013
Eric J. Hobsbawm, 1998, in: A Era das Revoluções – 1789-1848, 11a edição, Paz e Terra.

Introdução: O capítulo tem como objetivo abordar o desenvolvimento da Revolução Industrial, tomando como enfoque histórico o período compreendido entre 1780 a 1840.

É importante ressaltar, como o faz Hobsbawm, que essa periodização representa uma questão analítica, por dua razões:
a) porque algunsprocessos que levaram à Revolução Industrial se desenrolaram antes mesmo de 1780. Há controvérsias, inclusive, em apontar um momento inicial;
b) o termo Revolução Industrial só faz sentido se permeado pela idéia de que a mudança tecnológica assumiu como norma a constante transformação.

Neste sentido, “... a revolução industrial não foi um episódio com um princípio e um fim...” (Hobsbawm, 1998, pag.45)

Foi, durante 1780-1840 que a Inglaterra conheceu o desenvolvimento da industrialização, no sentido da ascensão da sociedade capitalista, onde apenas os laços entre o ouro e o papel-moeda se mantinham.



1a afirmação importante: o desenvolvimento industrial da Grã-Bretanha não foi decorrente de uma superioridade tecnológica e científica.

A França, por exemplo, estava à frente dosingleses no desenvolvimento das ciências naturais. Após a Rev. Francesa se acentuaram, ainda, os desenvolvimentos na matemática e na física.
-----> franceses melhores navios; tear de Jacquard (1804), École Polytechnique;
----> alemães, Bergakademie de treinamento técnico;
----> Grã-Bretanha: escolas públicas sonolentas; faculdades sem expressão, exceções feitas à educação primária dos quacres(início do século XIX) e das universidades democráticas e austeras da Escócia que revelaram nomes como James Watt, Thomas Telford, Loudon MacAdam, James Mill.

As dificuldades tecnológicas não implicam que “... os primeiros industriais não estivessem constantemente interessados na ciência e em busca de seus benefícios práticos”. (op.cit., p.47)

2a afirmação importante: A Grã-Bretanha reunia todasas condições fundamentais para o arranque industrial:

1 – politicamente – as condições para a limitação do poder real estavam dadas e o “dinheiro não só falava como governava. Tudo que os industriais precisavam para serem aceitos entre os governantes da sociedade era bastante dinheiro” (pags. 47 e 48);

2- Os “Decretos das Cercas (Enclosures Acts)” estabeleceram o monopólio da propriedade deterra e romperam com as terras comunitárias. Não se podia falar de um campesinato inglês no mesmo molde que se falava de um campesinato francês, alemão ou russo;

3 – A agricultura estava preparada para garantir: 
3.1– aumentar a produção e a produtividade;
3.2 - fornecer um grande contingente de recrutas para as cidades e fábricas;
3.3 - fornecer mecanismos para o acúmulo de capital a serusado nos setores mais modernos da economia

Basta lembrar o texto de Leo Huberman que aponta que algumas mudanças na utilização do solo (maior rotatividade e retirada do pousio) aliada à técnica de se cultivar produtos para a alimentação do gado (nabos e trevo) não só desgastaram menos o solo, como aumentaram a sua produtividade.

4 – indústria que “...já oferecesse recompensas excepcionaispara o fabricante ... (expandindo) sua produção rapidamente, se necessário através de inovações simples e razoavelmente baratas, e, segundo, um mercado mundial amplamente monopolizado por uma única nação produtora” (Hobsbawm, pags. 48,49)

A indústria têxtil algodoeira representou esse modelo industrial.

A industria algodoeira tinha como base o desenvolvimento na Índia. Os ingleses tentaramcopiar os produtos de algodão, bem mais baratos que os de lã. Porém não tiveram grande êxito no que diz respeito aos produtos mais finos.
A proteção à lã, na Inglaterra, deu chance ao desenvolvimento de uma indústria de substituição do algodão.

No século XVIII, a industria de algodão se desenvolveu perto dos maiores portos coloniais: Bristol, Glasgow e Liverpool.

“ algodão e a escravidão...
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