Ensaio Filosófico sobre livre arbitrio

Páginas: 5 (1122 palavras) Publicado: 13 de outubro de 2014
Filosofia 10º ano
Será o livre arbítrio uma ilusão?


Este ensaio filosófico trata o problema se o livre arbítrio é uma ilusão, ou seja caso todas as nossas acções estejam determinadas mesmo antes de nós nascermos não haverá livre-arbítrio sendo assim uma ilusão, ainda resta a hipótese de compatibilizar as duas teorias através do determinismo moderado (compatibilismo).
Este ensaiotambém pretende saber qual a posição a defender mais apropriada tendo assim o problema uma importância que pode ser considerada um pouco elevada pois parecendo que não a sociedade é influenciada por este problema no seu dia-a-dia, por exemplo se o livre-arbítrio for uma ilusão não fará sentido algum condenar um homem pelos seus crimes, visto que ele não teve oportunidade de escolha entre cometer ou nãoo crime.
No ensaio é pressuposto que nem o libertismo nem o determinismo radical não são as posições mais convincentes mas sim o determinismo moderado, não sendo assim o livre arbítrio uma ilusão.
O problema do livre arbítrio consiste em saber se podemos escolher livremente entre vários cursos alternativos da acção ou se estamos determinados a fazer uma escolha devido a acontecimentosanteriores.
O libertismo defende que todas as escolhas morais são geralmente livres, independentemente dos acontecimentos anteriores que possam influenciar as suas decisões. Defende também que as pessoas são moralmente responsáveis pelas suas acções e que o determinismo apenas se aplica aos acontecimentos naturais e que os seres humanos têm livre-arbítrio. O libertismo tem dois principais argumentos, oprimeiro é a crença em que de outro modo não temos justificação para considerar as pessoas responsáveis pelas suas acções e o segundo é que temos vontades livres (não causadas) e que sentimos que somos livres. Digamos que, em geral, quando escolhemos mentir sentimos que poderíamos ter escolhido não mentir, que a nossa escolha não nos foi imposta pelo que nos aconteceu no passado. Por outras palavras,sentimos que podíamos ter escolhido caminhos verdadeiramente alternativos.
Podemos dizer que estes argumentos são implausíveis. Escolhendo o segundo argumento, em que temos sensação de liberdade mesmo sendo verdade, não prova que temos livre arbítrio, porque muitas sensações são falaciosas (por exemplo, a sensação de que num dia frio o ar está mais frio do que a água da praia).



Por outrolado o determinismo radical defende que tudo o que acontece tem uma causa e que o ser humano não tem livre-arbítrio.
O determinismo radical tem como principais argumentos defender que tudo tem uma causa e o ser humano apenas faz as suas acções devido a acontecimentos anteriores, não tendo assim qualquer poder de decisão sobre as suas acções e que uma pessoa é apenas moralmente responsável poracções livres (por exemplo o João assalta um banco mas argumenta que não pode ser culpado, pois ele não tem a culpa de ser pobre e ter crescido num bairro com taxa de criminalidade elevada, sendo assim obrigado a assaltar o banco acção de que não é culpado) logo não é possível responsabilizarmos alguém moralmente pelos seus actos visto que não foram de livre vontade.
«Quando alguém se esforçar por tenegar que nós, seres humanos, somos livres, aconselho-te a que lhe apliques a prova do filósofo romano. Na Antiguidade, um filósofo romano estava a discutir com um amigo que negava a liberdade humana e garantia que, para todos os homens, não há maneira de evitar fazer o que fazem. O filósofo pegou no seu bastão e começou a dar-lhe pauladas com toda a força que tinha, 'já chega, não batas mais!',dizia-lhe o outro. E o filósofo, sem deixar de surrá-lo, continuou a argumentar: 'Não dizes que não sou livre e que quando faço uma coisa não posso evitar fazê-la? Pois então não gastes saliva a pedir-me que pare: sou automático'. Até que o amigo reconheceu que o filósofo podia livremente deixar de bater-lhe, e só então o filósofo deu descanso ao seu bastão. » [1]
Uma maneira de refutar o...
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