Educação infantil

Páginas: 7 (1732 palavras) Publicado: 18 de abril de 2013
Educação Infantil

A concepção de infância dos dias atuais é bem diferente de alguns séculos atrás. Por maior estranheza que se cause a humanidade nem sempre viu a criança como um ser em particular, e por muito tempo a tratou como um adulto em miniatura. Na Idade Média não havia clareza em relação ao período que caracterizava a infância, muitos se baseavam pela questão física e determinava ainfância como o período que vai do nascimento dos dentes até os sete anos de idade, nessa idade aquilo que nasce é chamado de enfant (criança), que quer dizer não falante, pois nessa idade a pessoa não pode falar bem nem tomar perfeitamente as palavras, pois ainda não tem seus dentes bem ordenados nem firmes...
Na antiguidade a criança era tida como fruto de um estigma, pois representava o pecadoda carne, que lhe dera origem, o pecado original. Acreditando na maldade da criança, havia todo um consenso de que era preciso vigia-la e disciplina-la, como isso sua educação era corretiva e disciplinadora. A infância tinha uma longa duração, e a criança acabava por assumir funções de responsabilidade, queimando etapas do seu desenvolvimento. Até a sua vestimenta era a cópia fiel da de um adulto.No século XVII, entretanto, a criança, ou ao menos a criança de boa família, quer fosse nobre ou burguesa, não era mais vestida como os adultos. Ela agora tinha um traje reservado à sua idade, que a distinguia dos adultos. As mais importantes transformações sociais ocorridas no século XVII foram as reformas religiosas católicas e protestantes, que trouxeram um novo olhar sobre a criança e suaaprendizagem. Outro aspecto importante é a afetividade, que ganhou mais importância no seio na família.
A partir do século XVIII, com o surgimento da Revolução Industrial, foram significativas as dificuldades encontradas para o reconhecimento da infância. Situação que perdurou ate meados do Século XIX, período no qual a sociedade burguesa, em nome de um capitalismo selvagem, escravizou as criançasda classe pobre, por considerá-las mão de obra barata e facilmente substituível.
Surge uma preocupação com a formação moral da criança e a igreja se encarrega em direcionar a aprendizagem, visando corrigir os desvios da criança, acreditava-se que ela era fruto do pecado, e deveria ser guiada para o caminho do bem. De um lado a criança é vista como um ser inocente que precisa de cuidados, dooutro como um ser fruto do pecado.
“Nesse momento, o sentimento de infância corresponde a duas atitudes contraditórias: uma considera a criança ingênua, inocente e graciosa e é traduzida pela paparicação dos adultos, e a outra surge simultaneamente à primeira, mas se contrapõe à ela, tornando a criança um ser imperfeito e incompleto, que necessita da “moralização” e da educação feita pelo adulto”(kramer, 2003:18 ).
No século XVIII, além da educação a família passou a se interessar pelas questões relacionadas à higiene e à saúde da criança, o que levou a uma considerável diminuição dos índices de mortalidade. As mudanças beneficiaram as crianças da burguesia, pois as crianças do povo continuaram a não ter acesso aos ganhos representados pela nova concepção de infância, como o direito àeducação e a cuidados mais específicos, sendo direcionadas para o trabalho. A criança sai do anonimato e lentamente ocupa um espaço de maior destaque na sociedade. Essa evolução traz modificações profundas em relação à educação, esta teve que procurar atender as novas demandas que foram desencadeadas pela valorização da criança, pois a aprendizagem além da questão religiosa passou a ser um dos pilaresno atendimento à criança.
O cuidar e educar são impregnar a ação pedagógica de consciência, estabelecendo uma visão integrada do desenvolvimento da criança com base em concepções que respeitem a diversidade, o momento e a realidade peculiares à infância. Desta forma, o educador deve estar em permanente estado de observação e vigilância para que não transforme as ações em rotinas mecanizadas,...
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