Educação Física: A História Que Não Se Conta

Páginas: 5 (1234 palavras) Publicado: 30 de outubro de 2013
Castellani Filho, Lino Educação física no Brasil: A história que não se conta. 19ª edição Campinas, SP: Papirus 2011.

Prefácio
Da história que nos é contada para o revelar de uma outra história.

Cap. 2: Primeiro Ato

“[...] a história da Educação Física no Brasil se confundindo em muitos momentos com a dos militares.[...] criando o Centro Militar de Educação Física, cujo objetivoenunciado em seu artigo primeiro era o de dirigir, coordenar e difundir o novo método de Educação Física e suas aplicações desportivas – centro esse que só passou a existir de fato, alguns anos mais tarde, quando do funcionamento do curso provisório de Educação Física – somados a muitos outros fatos, como por exemplo a marcante presença dos militares na formação dos primeiros professores civis deEducação Física, em nosso meio, validam a referida afirmação.” (Pag. 26)

“[...] porém não é essa a intenção que nos anima. Mais do que evocar, neste estudo, os fatos que evidenciam as relações entre os militares e a Educação Física, alenta-nos o propósito de nos determos na análise do significado dessas relações.” (Pag.28)

“Tendo suas origens marcadas pela influências das instituições militares –contaminadas pelos princípios positivista e uma das que chamaram para si a responsabilidade pelo estabelecimento e manutenção da ordem social, quesito básico à obtenção do almejado Progresso – a Educação Física no Brasil desde o século XIX, foi entendida como um elemento de extrema importância para o forjar daquele indivíduo ‘forte’, ‘saudável’, indispensável à implementação do processo dedesenvolvimento do país que saindo de sua condição de colônia portuguesa, no início da segunda década daquele século, buscava construir seu próprio modo de vida. A eles nessa compreensão juntavam – se os médicos ...” (Pag. 30)

“[...] Desde o do século XVIII, o corpo sadio, limpo, válido, o espaço purificado, límpido, arejado (...) constituem algumas das leis morais essenciais da família. E desde estaépoca (...) constitui – se no agente mais constante da medicalização (...) sendo alvo, a partir da segunda metade daquele século, de um grande empreendimento da aculturação médica.” (Pag. 31)
“[...] O médico se torna o grande conselheiro e o grande perito, senão na arte de governar, pelo menos na de observar, corrigir, melhorar o corpo social e mantê-lo em um permanente estado de saúde... [...] Apartir da terceira década do século XIX, a família começou a ser definida como incapaz de proteger a vida de crianças e adultos.” (Pag. 32)
“O controle familiar por parte dos higienistas inseriu-se portanto, na política populacionista elaborada pelo Estado Nacional, com vista a ‘... tentar criar uma população racial e socialmente identificada com a camada branca dominante...’ que pudesse vir aestabelecer um equilíbrio de forças entre a população branca e a escrava. Os médicos higienistas, então, através da disciplinarização do físico, do intelecto, da moral e da sexualidade, visavam ‘... multiplicar os indivíduos brancos politicamente adeptos da ideologia nacionalista...” (Pag. 33 – 34)
“Educação Física associada à Educação Sexual, a qual, segundo os higienistas ‘... deveriamtransformar homens e mulheres em reprodutores e guardiões e proles e raças puras...’. Cabe aqui ressaltarmos o fato de que o esforço de se lançar mão da Educação Física como elemento educacional – ainda que de conformidade com uma visão de saúde corporal, saúde física, eugênica – enfrentava barreiras arraigadas nos valores dominantes do período colonial, sustentáculo do ordenamento social escravocrata, queestigmatizaram a Educação Física por vinculá-la ao trabalho manual, físico, desprestigiadíssimo em relação ao trabalho intelectual, este sim, afeto à classe dominante enquanto o outro se fazia pertinente única e tão somente aos escravos.” (Pag. 34)

“O envolvimento dos higienistas com a educação escolar se deu, portanto, dentro de um quadro de compreensão desta como sendo uma extensão da...
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