EDUCAÇÃO ARTISTICA

Páginas: 11 (2704 palavras) Publicado: 24 de abril de 2014
RESENHA/RESUMO DO LIVRO PEDAGOGIA DO OPRIMIDO DE PAULO FREIRE
Postado por Valdineia Barreto em 18 outubro 2011

PEDAGOGIA DO OPRIMIDO

            Este ensinamento e este aprendizado têm de partir, porém, dos “condenados da terra”, dos oprimidos, dos esfarrapados do mundo e dos que com eles realmente se solidarizem. Isto decorre, como analisaremos mais adiante, com mais vagar, do fato deque, em certo momento de sua experiência existencial, os oprimidos assumem uma postura que chamamos de “aderência” ao opressor. Nestas circunstâncias, não chegam a “admirá-lo”, o que os levaria a objetivá-lo, a descobri-lo fora de si.
            A superação da contradição é o parto que traz ao mundo este homem novo não mais opressor; não mais oprimido, mas homem libertando-se. Esta superação nãopode dai-se, porém, em termos puramente idealistas.
            Se faz indispensável aos oprimidos, para a luta por sua libertação, que a realidade concreta de opressão já não seja para eles uma espécie de “mundo fechado” (em que se gera o seu medo da liberdade) do qual não pudessem sair, mas uma situação que apenas os limita e que eles podem transformar, é fundamental, então, que, ao reconheceremo limite que a realidade opressora lhes impõe, tenham, neste reconhecimento, o motor de sua ação libertadora.
            A pedagogia do oprimido, que busca a restauração da intersubjetividades, se apresenta como pedagogia do Homem. Somente ela, que se anima de generosidade autêntica, humanista e não “humanitarista’, pode alcançar este objetivo. Pelo contrário, a pedagogia que, partindo dosinteresses egoístas dos opressores, egoísmo camuflado de falsa generosidade, faz dos oprimidos objetos de seu humanitarismo, mantém e encarna a própria opressão. Ë instrumento de desumanização.
            Na análise da situação concreta, existencial, de opressão. não podemos deixar de surpreender o seu nascimento num ato de violência que é inaugurado, repetimos, pelos que têm poder. Esta violência,como um processo, passa de geração a geração de opressores, que se vão fazendo legatários dela e formando-se no seu clima geral. Este clima cria nos opressores uma consciência fortemente possessiva.
            Possessiva do mundo e dos homens. Fora da posse direta, concreta, material, do mundo e dos homens, os opressores não se podem entender a si mesmos.
            Àqueles que se comprometemautenticamente com o povo e indispensável que se revejam constantemente. Esta adesão é de tal forma radical que não permite a quem a faz comportamentos ambíguos. Dai que esta passagem deva ter o sentido profundo do renascer.
            Os que passam têm de assumir uma forma nova de estar sendo; já não podem atuar como atuavam; já não podem permanecer como estavam sendo. Quanto mais analisamos asrelações educador-educandos, na escola, em qualquer de seus níveis (ou fora dela), parece que mais nos podemos convencer de que estas relações apresentam um caráter especial e marcante — o de serem relações fundamentalmente narradoras, despertadoras.
            Na medida em que esta visão “bancária” anula o poder criador dos educandos ou o minimiza. estimulando sua ingenuidade e não suacriticidade, satisfaz aos interesses dos opressores: para estes, o fundamental não é o desnudamento do mundo, a sua transformação.
            O seu “humanitarismo”, e não humanismo, está em preservar a situação de que são beneficiários e que lhes possibilita a manutenção de sua falsa generosidade a que nos referimos no capítulo an¬terior. Por isto mesmo é que reagem, até instintivamente, contraqualquer tentativa de uma educação estimulante do pensar autêntico, que não se deixa emaranhar pelas visões parciais da realidade, buscando sempre os nexos que prendem um ponto a outro, ou um problema a outro.
            A concepção e a prática da educação que vimos criticando se Instauram como eficientes instrumentos para este fim. Dai que um dos seus objetivos fundamentais, mesmo que dele não...
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