Economista

Páginas: 7 (1663 palavras) Publicado: 6 de novembro de 2014
Na obra A Sociedade do Espetculo, Debord apresenta 221 teses que remetem s diversas formas em que a realidade pode se constituir como espetculos que podem ser usados tanto para a manuteno das ordens seja cultural, econmica, social, poltica etc. previamente estabelecidas, como para a inverso ou modificao destas. Na tese de abertura, o autor afirma que Toda a vida das sociedades nas quais reinamas modernas condies de produo se apresenta como uma imensa acumulao deespetculos. Tudo o que era vivido diretamente tornou-se uma representao. (p. 13) Partindo desta perspectiva, as imagens que se apresentam e se destacam na vida, se constituem como um pseudomundo, isto , as imagens possuem uma realidade prpria que acabam por encerrarem-se na construo de diversas realidades que se entrecruzam emum movimento dinmico. Assim, o espetculo unifica a sociedade, onde O espetculo no um conjunto de imagens, mas uma relao social entre pessoas, mediadas por imagens (p. 14), onde se utilizam significantes sinais presentes na produo dominante. Dessa maneira, o espetculo pode inverter o real no de forma abstrata, mas no seu desdobramento, acabando por constitu-lo em produto, isto , real, mesmo sendoabstrato. Segundo o autor, na sociedade em que se convive coetaneamente com a indstria moderna, o espetculo inicia-se nele e encera-se nele mesmo, transformando o espetculo na principal produo da sociedade atual (p. 17). Segundo o autor, na fase inicial da economia h um desdobramento de definies sociais onde oserperde espao parater. J na contemporaneidade, oterperde espao para legitimar oparecer,transformando imagens em realidade social, sendo, portanto, uma reconstruo material da iluso religiosa (p. 19) e trazendo a tona a necessidade de sonhar e nesse mundo de sonho, o sistema econmico separa o trabalhador de sua produo, acarretando uma produo circular de isolamento. De fato, o cotidiano das saciedades modernas est pautado em pelo menos dois registros os comportamentos e os benefciossimblicos que se espera obter. Dessa maneira, grande parte das aes, quando feitas em um ambiente coletivo, por mais natural que sejam, so individuais e constituem atos simblicos. Essas simbologias, a nosso ver, esto ligadas coletividade, por mais que represente para quem as vive, seja um ato, ao ou reao, de carter estritamente individual. Para o autor, A origem do espetculo a perda da unidade domundo, e a expanso gigantesca do espetculo moderno revela a totalidade dessa perda a abstrao de todo trabalho particular e a abstrao geral da produo como um todo se traduz perfeitamente no espetculo, cujo modo de ser concreto justamente a abstrao (p. 23), levando a sociedade espectadora a se distanciar do conhecimento de sua prpria existncia. Dessa forma, o espetculo na sociedade corresponde a umafabricao concreta da alienao. () O que cresce com a economia que se move por si mesma s pode ser a alienao que estava em ncleo original. () O espetculo o capital em tal grau de acumulao que se torna imagem (p. 24-25.), onde o desenvolvimento das foras produtivas foi a histria real inconsciente que construiu e modificou as condies de existncia dos grupos humanos () e tambm a ampliao destas condiesa base econmica de todos os empreendimentos (p. 29). A mercadoria torna-se espetculo e passa a preencher a vida social, onde o poder aquisitivo emissrio que legitima uma potncia desconhecida. O trabalhador vive ento uma realidade ampliada sendo, ao mesmo tempo, consumidor real de iluses. O dinheiro real troca-se pela mercadoria e sua realidade abstrata, que invade e consome a realidade concretacotidiana. H, portanto, uma interdependncia entre economia e sociedade. A unidade construda pelo espetculo , na realidade, uma diviso de aparncias, ou seja, est ao mesmo tempo unido e dividido, tal como a sociedade moderna, dessa forma, a sociedade portadora do espetculo no domina as regies subdesenvolvidas apenas pela hegemonia econmica. Domina-as como sociedade do espetculo. () Visto em suas...
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