Economia Solidaria

Páginas: 8 (1931 palavras) Publicado: 5 de junho de 2015
A economia solidária no Brasil no contexto da globalização: possibilidades e desafios



1.A economia solidária como objeto histórico e do presente.

1.1 Ideias fundamentais

Desde a invenção do individualismo, as sociedades e grupos humanos vêm passando por transformações extremamente profundas. Com o advento dos processos de produção desenvolvido pela técnica industrial e com aefetivação da máquina no meio produtivo, cresceu desde então uma massificação da mão de obra e a formação de uma classe social que explora o trabalho alheio, o capitalista, esse que subjuga as demais classes e tem com ela uma paradoxal relação que vai além do ato de produzir, se infiltrando na lógica organizacional da sociedade. A destruição maciça do coletivo vem tornando os indivíduos cada vez mais“vazios” pela alienação do trabalho no processo de produção, “A alienação é a face que brota aguda da globalização financeira, da globalização do dinheiro” (Milton Santos). Desse modo nota-se que as relações dos indivíduos são levadas a uma síntese equivocada aonde existem apenas produtos e consumidores, suplantando assim qualquer esclarecimento acerca dos processos intelectuais que regem os fluxose fixos assim como a economia como um todo.
Essa marginalização com que vêm passando os trabalhadores desde os primórdios da revolução industrial, comprometeu e sufocou em grande parte o espírito de cooperação que sempre foi marca importante da relação de trabalho do humano em tempos de outrora. A solidariedade que antes permeava os grupos humanos e que mesmo havendo certa opressão, havia ela deforma indireta do homem com a terra não do homem com outro homem a qual era explorado, trazia uma unidade e igualdade principalmente antes da criação dos estados nacionais aonde culturalmente na Europa (principalmente na Alemanha, Inglaterra e França) houve as assimilações das etnias regionais e a criação de nações que eliminou as diferenças, mas criou as desigualdades sociais. Antigos grupos comoesses que, posteriormente, desenvolveram através do processo econômico e histórico a grande rede do capitalismo e que culminou, portanto na dissolução da unidade coletiva.
Manter este pensamento e sua tendência é dizer que de fato a sociedade humana em sua essência está fadada a extinção. Porém, na realidade é que mesmo em tempos terríveis, que nos trazem previsões desoladoras como a crise dosalimentos, que trará a fome para um bilhão de pessoas nas próximas décadas, ou a acelerada destruição das florestas tropicais, tem ainda correntes de ideias e pessoas que lutam para impedir que as populações percam suas bases sendo assim engolidas pelas forças econômicas externas vindas dos países centrais e que constituem o novo imperialismo.
Paul Singer em “Produzir para viver” lança mão de umaquestão muito importante para comprovar a necessidade e importância do cooperativismo e que dá a premissa necessária para justificá-la:
“Mesmo sendo hegemônico, o capitalismo não impede o desenvolvimento de outros modos de produção, porque é incapaz de inserir dentro de si toda a população economicamente ativa.” De certo, o capitalismo não tem condições de fornecer as condições básicas de bemestar social dos indivíduos, essas crises sociais do sistema altamente competitivo do capital propiciam o surgimento de novas ideias, e impulsionam o crescimento das formas alternativas de economia, esse é o caso da Economia solidária.
A economia solidária apoiada em esforços para combater a fome e a miséria, através da distribuição de renda trás consigo a tentativa de resgatar a união cooperativados trabalhadores para que assim se possa concentrar seus esforços e interesses de forma forte e coesa através da apoderação dos meios de produção pelo grupo e a divisão democrática do trabalho. Isso tudo com ou sem a ajuda do estado ou de instituições privadas, “A empresa solidária nega a separação entre trabalho e posse dos meios de produção, que é reconhecidamente a base do capitalismo”....
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