Economia Política

Páginas: 8 (1775 palavras) Publicado: 4 de julho de 2014
INTRODUÇÃO


Este trabalho irá versar sobre as lições 6, 7 e 8 do livro de Cláudio Napoleoni, “Lições sobre o capítulo VI (inédito) de Marx”.
As lições presentes no livro foram de um curso ministrado pelo autor no ano de 1971. Cláudio Napoleoni é um importante economista italiano que escreveu diversos livros sobre economia política.
Nestes capítulos o autor aborda pontos importantes dateoria de Marx, como as relações da força-de-trabalho com o capital, na esfera da produção e da circulação, a subsunção formal e real do trabalho ao capital, as relações da mais-valia absoluta e relativa e as máquinas.

Lição 6: Ainda sobre a troca entre capital e força-de-trabalho. Subsunção formal e subsunção real do trabalho ao capital

No início desta lição o autor explica como Marx via arelação entre capital e força-de-trabalho. Na esfera da circulação, ocorre o processo de compra e venda da força-de-trabalho, no qual ocorre uma troca de equivalentes, ou seja, o capital variável que é cedido pelo capitalista possui o mesmo valor da força-de-trabalho cedida pelo trabalhador. Já na esfera da produção, a força-de-trabalho é capaz de liberar mais trabalho do que nela contido, entãoproduz um trabalho excedente, um mais-trabalho, mais-valia, esta que é a matriz do lucro do capitalista.
“Quando se trata de um processo de produção capitalista e não de um processo de produção genérico, não é o operário quem utiliza os meios de produção, mas são os meios de produção que o utilizam. No sentido em que o trabalho do operário só tem significado na medida em que dá lugar a um aumentodo valor incorporado nesses meios de produção. Portanto, o trabalho do operário é meio para a valorização do capital inicial: nesse sentido, enquanto é meio para isso, são os meios de produção que utilizam esse trabalho, e não o trabalho que utiliza os meios de produção” (Napoleoni, 1981, pág.67).
Este é o processo de valorização, um processo exclusivamente capitalista, que nos mostra um outroaspecto do processo de alienação, o domínio do trabalho morto sobre o trabalho vivo.
A partir de então o autor passa a definir os dois modos de subsunção do trabalho ao capital: formal e real. A subsunção formal do trabalho ao capital é dividida em dois sentidos:
* Sentido Genérico: Está presente em todas as fases do desenvolvimento capitalista. Neste processo, o trabalho morto pertence aoscapitalistas, e os trabalhadores passam a ser assalariados, há o domínio do processo de valorização.
“Em sentido genérico, Marx entende por subsunção formal ao capital tão-somente o fato de que o trabalho está inserido num processo produtivo cujo sentido é a produção de mais-valia; e, portanto, o trabalho está inserido num processo em que são os meios de produção que usam o trabalho e não vice-versa.”(Napoleoni, 1981, pág. 68).
* Sentido Específico: “Embora o trabalho esteja inserido num processo capitalista de produção, o processo de trabalho – do ponto de vista técnico – mantém ainda as formas em que se processava antes que a relação capitalista interviesse” (Napoleoni, 1981, pág. 68). Então, embora os trabalhadores agora sejam assalariados e subordinados ao capital, continuam utilizando asmesmas formas e meios de produção, ou seja, o capital ainda não domina a tecnologia (base técnica). Por exemplo:
“Quando o camponês, antes independente e que produzia para si mesmo, se torna diarista e trabalha para um agricultor.” (Napoleoni, 1981, pág. 70, apud Marx, 1978, pág. 51).
“Quando o escravista de outrora emprega seus ex-escravos como assalariados.” (Napoleoni, 1981, pág. 70, apudMarx, 1978, pág. 51).
Na subsunção formal do trabalho ao capital já ocorrem duas grandes mudanças, que dizem respeito ao aumento da escala da produção (aumento de trabalhadores agrupados em um mesmo local de trabalho, quantidade de meios de produção adiantados aos trabalhadores), e um aumento da intensidade do processo de trabalho.
“A subsunção real do trabalho ao capital se dá quando a...
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