economia cafeeira

Páginas: 5 (1172 palavras) Publicado: 21 de novembro de 2013
A ECONOMIA CAFEEIRA
A lavoura de café do inicio do século XIX não enfrentou nenhuma crise, a mão-de-obra supria as necessidades, a terra tinha expansão suficientes para plantação e produção de café, devido às grandes áreas desocupadas no estado de São Paulo e além de contar com a presença de rede ferroviária que se expandia de acordo as ocupações das terras.
Sendo assim, a lavoura e aprodução de café possuíam amplas condições de crescimento no estado de São Paulo. Contudo, o financiamento para esta formação e produção da lavoura, dependia dos comerciantes da região, devido à falta de vínculos diretos entre os fazendeiros e os bancos.
O COMERCIANTE DE CAFÉ E O CRÉDITO AGRICOLA
A economia cafeeira se assentou sobre o regime de trabalho escravo ao longo período do século XIX e omecanismo de financiamento dava-se a dependência da comercialização do produto, onde os comerciantes exerciam papel central nesta negociação e os fazendeiros eram dependentes dos mesmos para realizar seus lucros com a venda do produto e para obter recursos financeiros necessários à produção.
Os recursos financeiros na lavoura de café são importantes por duas razões. Primeiro, porque a produção de cafédava-se somente no quarto ano após o plantio e em uma modesta colheita, passando a estar em plena formação apenas no quinto ou sexto ano, consequentemente os primeiros retornos levariam longo tempo para aparecer. A segunda refere-se às exigências do trato comercial, para conservar e preservar a produtividade da lavoura era necessário um considerável capital de giro e com isso, os fazendeirosdependiam dos comerciantes da época, seus agentes financiadores da lavoura e da fazenda, que acabavam criando-se laços de confiança, o qual todas as responsabilidades eram passadas. O comissário mesmo com a crise de 1929, continuou exercendo sua importância na ausência de um sistema bancário voltado a produção.
Os comerciantes tinham mais facilidades de adquirir financiamentos bancários, poisatuavam diretamente nos centros comerciais e a relação com os bancos eram mais diretas e constantes, ao contrário dos fazendeiros que residiam em regiões distantes, até meados de 1930, o crédito era mais fácil aos comissários.
O café foi umas das mercadorias de maior valor no comércio internacional, realizavam-se grandes negócios, acumulavam-se fortunas e cresciam as empresas.

ESGOTAMENTO DOSISTEMA DE FINANCIAMENTO DA ECONOMIA CAFEEIRA

Contudo, desde 1895, a economia cafeeira não andava bem. Enquanto a produção do café crescia em ritmo acelerado, o mercado consumidor europeu e norte – americano não se expandia no mesmo ritmo.
Consequentemente, sendo a oferta maior que a procura, o preço do café começou a despencar no mercado internacional, trazendo sérios riscos para os fazendeiros.Nos primeiros dois anos do século XX, o Brasil havia produzido pouco mais de 1 milhão de sacas acima da capacidade de consumo do mercado internacional. Essa cifra saltou para mais de 4 milhões em 1906, alarmando a cafeicultura.
Para solucionar o problema, os governadores de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro reuniam-se na cidade de Taubaté, no interior de São Paulo. Decidindo então que, afim de evitar a queda de preço, os governos estaduais interessados deveriam contrair empréstimos no exterior para adquirir parte da produção que excedesse o consumo do mercado internacional, dessa maneira , a oferta ficaria regulada e o preço poderia se manter. Teoricamente, o café estocado deveria ser liberado quando a produção, num dado ano, fosse insuficiente. Decidiu-se então, desencorajar oplantio de novos cafezais mediante a cobrança de altos impostos. Estabelecia-se, assim, a primeira política de valorização do café. O Governo Federal foi contra o acordo, mas a solução do convênio de Taubaté acabou se impondo. De 1906 a 1910, quando terminou o acordo, perto de 8.500.000 sacas de café haviam sido retiradas de circulação.
O acordo não foi propriamente uma solução, mas um simples...
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