Economia brasileira

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O governo Sarney consolidou a volta da democracia ao Brasil. Na economia, porém, marcou o início de experiências desastrosas calcadas no populismo. Para tentar conter a inflação, Sarney anunciou o Plano Cruzado, em 1986, baseado no congelamento geral de preços. Foi o período dos "fiscais do Sarney" – cidadãos que, espontaneamente, monitoravam as gôndolas dos supermercados. A medida conteve a inflação artificialmente, mas produziu desabastecimento. Com os produtos em falta, o comércio passou a cobrar ágio. A inflação voltou sem dó. Em 1989, atingiu 1 973% ao ano. O recorde mensal foi batido em março de 1990, quando a taxa alcançou 82%. Os comerciantes remarcavam os preços diariamente. Nesse quadro pré-apocalíptico, os brasileiros levavam às últimas conseqüências a correção monetária, uma loucura econômica institucionalizada no Brasil. Com ela, preços e salários eram reajustados automaticamente assim que era divulgada a inflação do mês anterior. Essa prática realimentava o monstro, pois a alta de preços era replicada no futuro.
Destacam-se os Planos Bresser (no primeiro semestre de 1987) e Verão (início de 1989, que cria o cruzado novo com 3 dígitos a menos que a moeda anterior, o cruzado) que apenas insistiram em combater a inflação. Criou-se, assim, o paradigma da década perdida, caracterizado pelo fracasso dos planos de estabilização da economia, por meio do combate à inflação e o esgotamento do modelo de desenvolvimento da década anterior, fundamentado em inúmeras intervenções do Estado na economia.
Sem dinheiro em caixa para honrar compromissos externos, o governo anunciou unilateralmente a suspensão dos pagamentos aos credores da dívida brasileira, principalmente bancos. Esses calotes colocaram a imagem do Brasil no buraco e postergaram em pelo menos uma década a classificação do país como um destino seguro para investimentos.
Na segunda metade dos anos 90, o Brasil reencontrou seu rumo. Com a inflação controlada e a dívida externa equacionada, o desafio

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