Dramatização Causos e Contos de minha terra - Lucy Bortolini

Páginas: 6 (1377 palavras) Publicado: 29 de julho de 2015

CAUSOS E CONTOS DE MINHA TERRA – LUCY BORTOLINI

Narrador 1: Havia voltado a escrever. Queria escrever contos,
crônicas, estava cansada de poesia! Afinal poesia, não enche barriga,
ninguém mais lê, ninguém compra. Vivemos em um mundo de
praticidades, de prover necessidades imediatas, onde o pão e o
feijão são urgentes na mesa do pai de família.
Escritora: Eu deveria parar de
escrever, abrir umsupermercado. Há!, nem tenho dinheiro para
tanto! Mas, uma bodega de cachaça mesmo, daria mais
dinheiro que escrever.
Mas não, ela queria era escrever. Que teimosia insistente!
Lembrou de Affonso que, depois de muito tempo, se dedica
apenas a isto.
Escritora: “Estou querendo demais!”
Narrador 1: Já estava deitada. A luz ainda acesa, o pensamento
voando, a mão no botão, para apagá-la, parou noar enquanto
descobriu: Havia retomado a escritura! Abriu a gaveta do criadomudo,
pegou uma caneta, papel- ali sempre havia caneta e
papel. Na parte de baixo... livros. Pegou um livro, colocou o papel em branco sobre ele que se apoiava no colchão e começou
a escrever.
Escritora: Queria contar uma linda história de amor, mas a emoção
ainda não me tocara forte o suficiente para isto, risquei as
poucaspalavras que havia escrito. Recomecei. Mas não
havia vontade na tinta para pintar aquele papel em branco.
Parei. Risquei tudo novamente.
Narrador 1: Bocejou de sono, o sono parecia querer corromper aquele momento que eu queria mágico. Mas insistiu. Cruzou as pernas, colocou a folha sobre o livro, o livro sobre os joelhos. Agora sim. Sairia a história e haveria de
ser mágica.
Lembrou das outrasvidas, dos tempos de roubadora de histórias, quando costumava passar horas e horas ouvindo os mais velhos contando causos, era só resgatar.
E assim começou a história (..)
Narrador 2: Havia uma história, aquela daquele menino que veio de
Itararé para Palmas, buscava ajuda para resolver problemas do
coração, da paixão, de bruxaria. Estava enfeitiçado, segundo a
lenda, seu pai o trouxera buscando suasalvação. Escute só..

Escritora: José havia sido enfeitiçado por Bianca. Impossível
permitir tal união. Ele era ainda um menino, com vinte e tantos
anos. Ela uma mulher experiente, vivida, apesar também de
seus vinte e tantos anos. Começara cedo nos jogos da sedução e
da perdição.
Narrador 2: José era de família abastada. Um belo e promissor
casamento, apesar das drogas que passaram a envolversua vida
de itararense. A família, em suas andanças e sofrências, já
fizera de tudo, José se afundava mais e mais. Foi então que
descobriram uma bruxa poderosa em Palmas. lá no sul do
Brasil
Pai: José, vamos fazer uma viagem para Palmas conhecer uma senhora que diz ter a cura pra você.
José: Tem certeza que precisa disso pai? Acho que não?
Pai: Vamos sim, precisamos dar um jeito nessa situação.Narrador 2: Rua Josino A. da Rocha Loures, 1198, uma casa branca
com beirais pretos. Lá estava José sentado e em sua frente
Dona Tila, a famosa bruxa do lugar.
Dona Tila: Olá meus jovens, o que posso fazer pelos senhores?
Narrador 2: O menino tremia os olhos intumescidos, avermelhados e arregalados, de medo e da vontade da poção mágica que cheirava todos os dias.
Dona Tila: José, preciso que seretire, quero falar com seu pai a sós.
Narrador 2: Deitou-se numa rede enquanto esperava. Seu pai saiu, não antes de uma longa e interminável hora seu pai diz..
Pai: Você entra agora e conversa com
ela.
Narrador 2: Foi tudo o que ele ouviu de seu pai. Entrou. Sentou-se,
mais uma vez diante dela. Uma senhora, no mínimo curiosa,
toda cheia de tranças e piparotes no cabelo, nos braços, no
pescoço egrandes brincos redondos pendiam em suas orelhas.
Um véu avermelhado cobria sua face o que a tornava mais
curiosa ainda. O pai gostara dela.
Dona Tila: José você deve passar quinze dias comigo para eu poder curá-lo.
Pai: Vou indo meu filho, cuide-se aí daqui duas semana venho buscar você.

Narrador 2: O pai se foi, assim como José que viajou
para uma chácara, no meio do mato, à beira do Rio...
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