DOENÇAS INFECCIOSAS E PARASITÁRIAS

Páginas: 10 (2406 palavras) Publicado: 23 de setembro de 2014
SEMINÁRIO - DOENÇAS INFECCIOSAS E PARASITÁRIAS
FEBRE AMARELA
DESCRIÇÃO : Doença febril aguda , de curta duração ( no máximo 12 dias ) e gravidade variável . Apresenta-se como infecções subclínicas e/ou leves, até formas graves, fatais . O quadro típico tem evolução bifásica (2 fases , período de infecção e de intoxicação ) , com inicio abrupto , febre , febre alta e pulso lento em relação atemperatura ( sinal de Faget ) , calafrios , cefaleia intensa , mialgias , prostração , náuseas e vômitos , durando cerca de 3 dias , após os quais se observa emissão de febre e melhora dos sintomas , o que pode durar algumas horas ou , no máximo , 2 dias . O caso pode evoluir para cura ou para forma grave ( período de intoxicação ) , caracterizada pelo aumento da febre , diarreia e reaparecimentode vômitos com aspecto de borra de café , instalação insuficiência hepática e renal . Surgem também icterícia , manifestações hemorrágicas ( hematêmese , melena , epistache , hematúria , sangramento vestibular e da cavidade oral , entre outras ) , oligúria , albuminuria e prostração intensa , além de comprometimento do sensório , que se expressa mediante obnubilação mental e torpor com evoluçãopara coma. Epidemiologicamente , a doença pode se apresentar sob 2 formas distintas : febre amarela urbana ( FAU ) e febre amarela silvestre ( FAS ) diferenciando-se uma da outra pela localização geográfica , espécie vetorial e tipo de hospedeiro .

AGENTE ETIOLÓGICO : Vírus amarílico , arboviríus do gênero Flavivírus e família flaviviridae . É uma RNA vírus .
VETORES/RESERVATÓRIOS E HOSPEDEIROS: O principal vetor e reservatório da febre amarela no Brasil é o mosquito da espécie Haemagogus Janthinomys ; os hospedeiros naturais são os primatas não humanos ( macacos ) . O homem não imunizado entra nesse ciclo acidentalmente . Na FAU , o mosquito Aedes Aegypti é o principal vetor e reservatório , e o homem , único hospedeiro de importância epidemiológica .
MODO DE TRASMISSÃO : Na FAS , ociclo de transmissão se processa entre o macaco infectado >> mosquito silvestre >> macaco sadio . Na FAU , a transmissão se faz através da picada do mosquito Aedes Aegypti , no ciclo : homem infectado >> Aedes . Aegypti >> homem sadio .



PERÍODO DE INCUBAÇÃO : Varia de 3 á 6 dias , após a picada do mosquito fêmea infectado .
PERÍODO DE TRANSMISSIBILIDADE : O sangue dos doentes é infectantede 24hrs á 48hrs antes do aparecimento dos sintomas até 3 á 5 dias após , tempo que corresponde ao período de viremia . No mosquito Aedes Aegypti , o período de incubação é de 9 a 12 dias , após o que se mantém infectado por toda vida .

DIAGNÓSTICO : É clinico , epidemiológico e laboratorial . O diagnóstico laboratorial é feito por isolamento do vírus de amostras de sangue ou de tecido hepático, por detecção de antígeno em tecido ( imonufluorescência e imunoperoxidase ) por sorologia . Esse últimos são métodos complementares aos primeiros e as técnicas utilizadas são : captura de IgM ( MAC-ELISA ) , inibição de hemaglutinação ( IH ) , fixação do complemento ( FC ) e neutralização ( TN ) . A exceção do MAC-ELISA , todos os outros testes necessitam de 2 amostras pareadas de sangue ,considerando-se positivos os resultados que apresentam aumento dos títulos de anticorpos de , no mínimo , 4 vezes , entre a amostra colhida no inicio da fase aguda comparada com a da convalescência da enfermidade ( intervalo entre as coletas de 14 á 21 dias ) . O MAC-ELISA , na maioria dos casos , permite o diagnóstico presuntivo com a única amostra de soro , pois é bastante sensível para detecção deIgM , dispensando o pareamento do soro . Técnicas de biologia molecular para detecção de antígenos virais e/ou acido nucleico viral ( reação em cadeia de polimerase ( PRS ) , imunofluorescência , imunohistoquimica e hibridização in situ ) embora não utilizadas na rotina são de grande utilidade . Há alterações das aminotransferases que podem atingir níveis acima de 2.000,00 unidade/mm³ , sendo...
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