Doença arterial obstrutiva periférica daop - estudo de caso

Páginas: 12 (2755 palavras) Publicado: 28 de abril de 2013
1- Introdução
Estudo de caso realizado no Hospital São Marcos, Salvador-Ba, tendo como objetivo, identificar os problemas de saúde relacionados à doença. Utilizou-se do processo de aprendizagem prática para aplicação da sistematização da enfermagem (SAE), nos cuidados com o paciente. A elaboração da sistematização da assistência de enfermagem é um dos meios que o enfermeiro dispõe para aplicarseus conhecimentos técnicos científicos e humanos na assistência ao paciente e caracterizar sua prática profissional, colaborando na definição do seu papel. O ponto central da Sistematização da Assistência de Enfermagem é guiar as ações de enfermagem afim de que possa atender as necessidades individuais do cliente-família-comunidade. Através dela é possível identificar as repostas docliente-família comunidade e atender as necessidades afetadas e prevenir futuros agravos.


2. Referencial Teórico:

2.1. Doença Arterial Obstrutiva Periférica (DAOP):
A Doença Arterial Obstrutiva Periférica (DAOP) é caracterizada pelo depósito de gordura, cálcio e outros elementos na parede das artérias, reduzindo seu calibre e trazendo um déficit sangüíneo aos tecidos irrigados por elas.
2.2 Como sedesenvolve:
Seu desenvolvimento é lento e progressivo, e é necessário haver uma obstrução arterial significativa, de cerca de 75% do calibre de uma artéria, para que surjam os primeiros sintomas isquêmicos (sintomas derivados da falta de sangue).A DAOP é uma doença sistêmica, acometendo simultaneamente diversas artérias do ser humano, ela pode causar complicações como angina, infarto do miocárdio,arritmias cardíacas, insuficiência renal, acidente vascular cerebral ou obstrução de artérias periféricas.
2.3 Sintomas
O quadro clínico apresentado pelo paciente vai depender de qual artéria está mais significativamente obstruída:
- Caso sejam as coronárias (artérias do coração), se produzirá a dor cardíaca durante o esforço - angina de peito - na evolução crônica ou o enfarte na evoluçãoaguda.
- Caso sejam as carótidas (artérias do pescoço) se produzirão perturbações visuais, paralisias transitórias e desmaios na evolução crônica ou o derrame (acidente vascular encefálico) na evolução aguda.
- Caso sejam as artérias ilíacas e femorais (artérias de membros inferiores) se produzirão claudicação intermitente (dor nas pernas ao caminhar), queda de pêlos, atrofias da pele, unhas emusculares, e até mesmo impotência sexual (dificuldade de ereção peniana) nos casos crônicos e gangrena nos casos agudos.


2.4 Fatores de risco
Estudos epidemiológicos mostraram que a DAOP incide com maior freqüência e intensidade em indivíduos que têm algumas características, que foram denominadas "fatores de risco":
Idade: Predominante na faixa de 50 a 70 anos.
Sexo: Predominante no sexomasculino, pois as mulheres são "protegidas" desviando suas gorduras sangüíneas para a produção de hormônio feminino (estrogênio). Após a menopausa a "proteção" desaparece.
Hiperlipidêmica: Indivíduos que têm altos níveis de gorduras circulantes no sangue, sendo o colesterol a principal delas, depositam este excesso nas artérias obstruindo-as progressivamente.
Tabagismo: Os indivíduos que fumam têmum risco nove vezes maior de desenvolver a DAOP que a população não fumante. A decisão de parar de fumar modifica favoravelmente a evolução dos pacientes sintomáticos.
Hipertensão: A hipertensão arterial provoca alterações na superfície interna das artérias, facilitando a penetração das gorduras na parede arterial.
Sedentarismo: A atividade física reduz os níveis de colesterol e favorece acirculação.
História familiar: Assim como a idade e o sexo, não podemos mudar nossa herança genética, e este é um fator também importante, não devendo ser negligenciado. Há famílias que, por diversos desvios metabólicos, estão mais sujeitos à doença.

2.5 Tratamento
O melhor tratamento para a aterosclerose é a prevenção. Apesar da DAOP não apresentar cura, de 75 a 80% dos pacientes melhoram ou...
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