Dislexia

4327 palavras 18 páginas
INTRODUÇÃO

Estima-se que, no Brasil, cerca de 15 milhões de pessoas têm algum tipo de necessidade especial. As necessidades especiais podem ser de diversos tipos: mental, auditiva, visual, físico, conduta ou deficiências múltiplas. Deste universo, acredita-se que, pelo menos, noventa por cento das crianças, na educação básica, sofram com algum tipo de dificuldade de aprendizagem relacionada à linguagem: dislexia, disgrafia e disortografia. Entre elas, a dislexia é a de maior incidência e merece toda atenção por parte dos gestores de política educacional, especialmente a de educação especial. (MARTINS, 2006)
Para sublinhar, de cada 10 alunos em sala de aula, dois são disléxicos, com algum grau significativo de dificuldades. Graus leves, embora importantes, não costumam sequer ser considerados. (DISLEXIA, 2006)
Dentre os distúrbios de aprendizagem, a dislexia é o que tem despertado maior interesse de investigação e discussão. Seja porque afeta a capacidade de leitura e este é um instrumento cultural que dá acesso a outros conhecimentos e desenvolvimento de outras capacidades, seja porque, supostamente, afeta, em maior escala, as crianças de sexo masculino, e, culturalmente, ainda é esperado que o homem seja o trabalhador da família.
Além dessas preocupações, segundo Hout e Estienne (2001), a dislexia é o distúrbio que tem atingido mais freqüentemente, as crianças. Quando comparado ao retardo mental, epilepsia, doença motora cerebral, a incidência da dislexia ainda é maior. Como existem vários critérios de diagnóstico da dislexia esta correlação existe, inclusive, quando consideradas as porcentagens mais baixas de ocorrência do distúrbio.
De fato, os estudos atuais da capacidade lingüística têm apontado para um efeito interativo entre a leitura e outras faculdades mentais e neuropsicológicas. (HOUT e ESTINNE, 2001)
Vygotsky (1999), já no início do século passado, argumentava que o domínio da escrita viabiliza novas aquisições que, por sua vez, interferem

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