Dicionario portoalegres

86472 palavras 346 páginas
Dicionário de Porto-Alegrês
LUÍS AUGUSTO FISCHER
8a. edição de Luís Augusto Fischer, 1999.

Revisão
ROSA MARIA HESSEL SILVEIRA
PAULA PEGAS DE LIMA
Ilustração de capa
MOA
Capa e Editoração
SÉRGIO LUDTKE
Fotolitos de Capa
VS FOTOLITOS
Impressão
GRÁFICA METRÓPOLE

Reservados todos os direitos de publicação total ou parcial para
ARTES E OFÍCIOS EDITORA LTDA
Rua Henrique Dias 201
90035-100
PORTO ALEGRE RS
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PRINTED IN BRAZIL
ISBN 85-7421-022-6
Umas palavras

Este Dicionário de Porto-Alegrês é impreciso, precário, perecível, incompleto e várias vezes arbitrário. É que é um dicionário, e portanto é igual a todos. Só que este aqui está dizendo isso tudo de cara, na primeira linha, meio como defesa do material que aqui vai, meio como constatação, e outro impossível meio para explicar o inexplicável: Porto
Alegre não tem turistas, e os habitantes de Porto Alegre não têm maior problema de falarem a lingua portuguesa à sua maneira. Então para que raios pode servir um Dicionário de Porto-Alegrês, se nem para fora nem para dentro ele será um dicionário, isto é, um livro a que se recorre para sanar dúvidas de significados ou grafias corretas ou consagradas?
Eu não sei.
E tem mais uma mentira: este dicionário não é de PortoAlegrês, mas de porto-alegrês. Certo que não é um dicionário de gauchês, que é outra lingua, aquela falada originalmente na Campanha e nas Missões, que passou para a literatura com a obra de gente como Simões Lopes Neto e hoje em dia vive no imenso campo do Tradicionalismo, nos CTGs e em inúmeras manifestações. Mas de todo modo é mentira que o dialeto (e é um dialeto?) aqui registrado seja exclusividade de Porto Alegre, aquela cidade, esta cidade. A rigor, pelo menos em todas as cidades da região metropolitana uns mais ou menos quatro milhões de bocas falam esta lingua. 6- Umas palavras

E tem mais outra: os termos que compõem este Dicionário não

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