DESENVOLVIMENTO POR SUBSTITUIÇÃO DE IMPORTAÇÕES, A CEPAL E O DESENVOLVIMENTO NO BRASIL

Páginas: 10 (2254 palavras) Publicado: 18 de setembro de 2013

Desenvolvimento por Substituição de Importações, a CEPAL e o Desenvolvimentismo no Brasil

Apresenta a abordagem da industrialização por substituição de importações, a visão cepalina do desenvolvimento econômico e os principais aspectos do pensamento econômico brasileiro, dominante entre 1940 e início da década de 1960.
Inclui a discussão de algumas teses em debate no Brasil sobre aquestão dodesenvolvimento, após 1964.

Crescimento por substituição de importações
Pela teoria clássica do comércio internacional, cada país deveria especializar-se na produção daqueles bens para os quais possui vantagens comparativas de custo. Desse modo, como explicou Ricardo, o produto da economia mundial acabaria aumentando, assim como o bem-estar social. Os países com abundantes recursos naturaisespecializar-se-iam em produtos primários e os países ricos, de tecnologia mais avançada, aprofundariam sua especialização em produtos manufaturados específicos. Desse ponto de vista, o padrão da divisão internacional do trabalho iria reger as vantagens comparativas entrepaíses.
Pela teoria neoclássica do comércio internacional, de Hecksher e Ohlin, a especialização deriva das diferenças dedotação de fatores entre países. Aqueles com abundância de mão-de-obra e, portanto, salários mais baixos seriam especializados na produção e exportação de bens incorporando técnicas de trabalho intensivo. Inversamente, países com escassez de trabalho e abundância de capitais iriam produzir e exportar, preferencialmente, bens adotando técnicas de capital intensivo, poupadoras de trabalho (Souza, 2003,p. 269).
As teorias clássicas e neoclássicas do comércio internacional são estáticas, levando em consideração apenas as condições de um dado momento. No longo prazo, com a própria industrialização, outros produtos passam a apresentar especialização. Vantagens comparativas dinâmicas constituem um princípio mais amplo e baseiam-se na redução de custos no tempo. Novos produtos podem tornar-secompetitivos, devido a um processo de aprendizagem (learnig by doing), que leva ao aperfeiçoamento da produção e à redução de custos. Novas vantagens comparativas podem resultar de retornos crescentes à escala, em virtude da produção para mercados mais amplos: o progresso técnico estimula o crescimento econômico, o qual, por seu turno, induz a inovações tecnológicas posteriores (Bruto 1989).
Osurgimento de retornos crescentes pode estar associado a um processo de aprendizagem, resultante do uso de técnicas mais produtivas, ou à criação de economias externas, provenientes da implantação de indústrias complementares, criando mercado umas para as outras. As interdependências geradas pela demanda intermediária e final (teoria do grande impulso) aumentam a escala de produção e reduzem os custosmédios, gerando novas vantagens comparativas em relação a diversos produtos. Ocorrendo vantagens comparativas dinâmicas, indústrias com elevados custos médias no curto prazo podem tomar-se atividades mais eficientes no longo prazo. Seguindo esse raciocínio, os países subdesenvolvidos deveriam proteger a indústria nascente, estimulando a implantação de novas atividades, mesmo que, inicialmente,apresentem elevados custos médios em relação aos produtos similares que poderiam ser importados.
Outro ponto a ser destacado é o de que a divisão internacional do trabalho só pode ser alterada se os países subdesenvolvidos conquistarem maior base industrial e maior capacitação tecnológica. Os custos de produção na Inglaterra, no início da Revolução Industrial, eram elevados. No entanto, como osingleses foram os pioneiros na produção industrial, não havia a possibilidade de importar os novos produtos, cuja produção se iniciava. Não se podia discutir se os custos médios eram baixos ou altos. Os parâmetros para os custos médioseram os preços de mercado, formados pela interação entre a oferta e a demanda. Toda produção se justificava desde que pudesse ser realizada com lucros.
Novos produtos...
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