Depois do Cativeiro a vida do libertos nas Minas Gerais do século XVIII

Páginas: 5 (1187 palavras) Publicado: 12 de novembro de 2013
Alforrias
Durante o período colonial,especificamente no século XVIII,em vilas e arraiais de Minas Gerais ocorria um intenso fluxo comercial, tanto de produtos importados quando daqueles produzidos na própria colônia,o comercio se baseava na demanda da sociedade monetizada.O local do comercio era basicamente as lojas de mercadorias,mercados públicos ,paragens de tropeiros e até mesmo no''meio da rua''.Ele poderia ocorrer de forma lícita,acertado e até mesmo clandestinamente.
Nas ruas vários indivíduos ofereciam sua mão de obra para trabalhos qualificados ou de qualquer outro tipo.As ruas,serviam de local de trabalho para diversos grupos com diferentes tarefas, dentre eles estavam as chamadas negras de tabuleiro,oficiais mecânicos, escravos libertos,sapateiros,ferreiros,seleiros,alfaiates,barbeiros e entre outros.
E existiam aqueles que esperavam por tarefas ocasionais como carregadores,prostitutas e mendigos.Esses trabalhadores eram escravos libertos ou escravos em busca de recursos para adquirir a liberdade.Nesse período havia alguns escravos forros(libertos) que conseguiam ascensão econômica e adquiriam escravos, que trabalhavam para eles.
Neste períodogrande parte da população escrava participava das trocas mercantis e de relações comerciais e pessoais.Isso fornecia a eles a grande oportunidade de buscar formas para sua auto-compra adquirindo a sua alforria.
Essas formas de ''libertação'' se dividiam em dois modos:o escravo de ganho, que fazia o que o seu proprietário mandava e trabalhava para garantir seu sustento e guardava algo queposteriormente seria usado para pagar sua libertação.E outra forma era o ''coartado'' que era aquele escravo que recebia uma autorização escrita de seu ''dono'' ,a chamada Carta da Corte,documento que lhe conferia a possibilidade de trabalhar nas redondezas, sem o domínio senhorial,isso lhe permitia pagar prestações de sua Carta de Alforria.No ''coartado'' havia participação de mulheres,homens ecrianças.
Provavelmente a grande parte das alforrias concedidas,em Minas,ocorreu de forma paga.E com destaque para a participação feminina que além de garantir sua liberdade a concedia a filhos,cônjuges e parentes.
Na época havia um número significativo de negros livres o que contribuiu para a formação de uma camada média de grandes proporções,formada especificamente de escravosforros(livres).Havia também alforrias que ocorriam por meio dos testamentos de proprietários,mas isso só ocorria se a relação entre o dono e o escravo era amistosa. E havia as alforrias concedidas a filhos ilegítimos dos senhores ou á algumas crianças após o batismo.
Nesse período as libertações se tornaram constantes,até mesmo a Coroa Portuguesa incentivava o ato,chegou até a estipular uma lei quegarantia que um escravo que encontrasse uma certa quantidade de diamante tinha o direito de liberdade,contando com o fato de que o proprietário era indenizado,mas de certa forma casos como esse eram raros.
O escravos africanos,crioulos,mulatos e outros tiveram de encontrar por conta própria uma maneira para se libertar do regime escravista.As alforrias apesar de beneficiarem os escravos,setornaram formas para manter a ordem e evitar todo tipo de rebeliões e revoltas.
Cotidiano e universo material
Alguns dos escravos forros tiveram a sorte e a oportunidade de se inserir na sociedade escravista,mas evidentemente nem todos conseguiram, isso só acontecia aqueles que tiveram ascensão econômica,alguns deles juntaram fortunas grandiosas na época.Com destaque para Chica daSilva,ex-escrava que se inseriu na sociedade colonial através do casamento com um senhor tendo acesso a tudo que era privilegio de brancos.Outro exemplo é um casal de africanos livres que se enriqueceram tornando parte da camada média urbana,eles adquiriram escravos e terras.Esses ex-escravos adotavam até mesmo práticas culturais,religiosas e valores dos senhores.
Alguns homens e mulheres livres,que...
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