deontologia

Páginas: 5 (1108 palavras) Publicado: 23 de novembro de 2014
UFF – CMF – MAF - Deontologia e Legislação Farmacêutica.

Estudo de Caso - Avaliação.

Uma experiência com benzodiazepínicos
Tenho 55 anos, ótima saúde e passo anos sem tomar sequer um analgésico. Abstinente
e não fumante. Nenhum contato com qualquer droga.
Em meados de 2001, procurei um otorrinolaringologista com queixa de “barulho” no
ouvido. Foi-me receitado Lexotan. O “barulho”não acabou, mas como senti-me bem! Dormia
em perfeita beatitude e não percebia o mal subjacente.
Em 18/01/2002, lendo o boletim do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas
Psicotrópicas (CEBRID), da Universidade Federal de São Paulo, sobre tranqüilizantes, dei-me
conta do risco e já naquela noite não mais tomei o medicamento.
Após aproximadamente dez dias, percebi uma série demodificações físicas e psíquicas
que alcançaram seu ápice aos 30 dias mais ou menos, mantiveram-se por alguns dias, poucos,
e finalmente regrediram.
Foram elas; insônia, intensa fotofobia, boca seca e sensação de língua “grande”, mãos
trêmulas, falta de força, reflexos prejudicados, impressão de “crispação física, alucinações
olfativas, dificuldade de compreensão, hipermotividade,irritabilidade, e o mais assustador para
mim, medos difusos e injustificados. Não pude por alguns dias dirigir veículo por sentir que
meus reflexos estavam modificados e, sobretudo por medo irracional de que o pneu furasse na
rodovia em que transito há muitos anos, o carro pegasse fogo, ou que saindo da estrada,
caísse na represa.
Sem dormir á noite, ia verificar se minha mãe, de 80 anos,estava bem, se meus
cachorros não tinham problemas e o passarinho não fugira da gaiola. Quando saía de casa
procurava não olhar muito para a estrada (meu irmão dirigia), pois tinha certeza de que ia ver
algum cachorro atropelado.
Os pensamentos negativos eram recorrentes e atormentavam-me durante noites
intermináveis. Devo observar que normalmente sou auto-suficiente e não tenho medo denada
(sou policial aposentada e psicóloga).
Finalmente, assim como tivera início insidioso, os sintomas foram desaparecendo e voltei
ao meu estado habitual, agora percebido como maravilhoso e ideal.
Essa análise fria do ocorrido, nem de longe exprime todo o sofrimento e desconforto de
muitos dias.
No entanto essa experiência desastrosa trouxe-me o benefício de mudar meu ponto devista a respeito das dependências.
Sendo bastante rígida e até radical à ingestão de qualquer droga, não podia estabelecer
relação empática com dependentes. Julgando-me “forte”, não admitia ”fraqueza” no outro.
Mudei. Como é fácil entrar no sorvedouro da droga. Dói muito sair.


[Extraindo do Boletim da Sociedade Brasileira de Vigilância de Medicamentos
(SOBRAVIME)]

Baseado notexto, responda sucintamente as questões abaixo relacionadas:
1. O que foi feito para superar os problemas apresentados pela paciente?

A paciente pesquisou o risco que a droga faria a ela e resolveu parar de usa-la por conta própria. Depois de muitos dias sentindo um profundo mal- estar ela voltou ao seu estado de vida habitual.

2. Como o farmacêutico deve lidar com problemas decorrentes douso de substâncias
psicoativas?
- O farmacêutico tem um papel importante no uso de psicoativos. Esse profissional é o responsável pela segurança e pela correta dispensação do medicamento. Como essas substâncias de controle especial a prescrição da mesma deve ocorrer em receita de controle especial (notificação de receita), dessa forma o farmacêutico deve ter total responsabilidade técnica ecautela na dispensação ou outra prática farmacêutica relacionada as drogas psicoativas.

3. Relacione a experiência da paciente com o controle de psicoativos no Brasil.

4. Quais as questões éticas suscitadas neste caso ?.


UFF – CMF – MAF - Deontologia e Legislação Farmacêutica.

Estudo de Caso – Avaliação

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