Deficiencia

Páginas: 10 (2278 palavras) Publicado: 27 de maio de 2013
Colégio SOTER - Caderno de Atividades - 7º Ano - Língua Portuguesa - 1º Bimestre
NESTE CADERNO DE EXERCÍCIOS ALGUMAS PERGUNTAS COMO AS RESPOSTAS DEVERÃO SER TRANSCRITAS PARA SEU O CADERNO. Crônica Fique sabendo agora os “ingredientes” de uma crônica ou, em outras palavras, como se faz para se escrever esse tipo de texto que apresenta as características da narrativa, mas também faz “comentários”sobre o assunto da história. Suas características: . É quase sempre um texto curto, escrito numa linguagem simples e direta. . É um relato de fatos ocorridos na época em que são apresentados, a partir dos quais o autor desenvolve uma reflexão maior. . Por contar uma situação e comentá-la, é um gênero “híbrido”, pois contém os elementos da narração e da dissertação. Dependendo do tema, podemos teros seguintes tipos de crônica: . Humorística , com visão cômica ou irônica dos fatos apresentados. . Mundana, trata de fatos ou acontecimentos característicos de uma sociedade. . Jornalística, apresentação de aspectos articulares de notícias ou fatos; pode ser policial, esportiva, política. Leia o texto a seguir, depois responda às questões. Na escuridão miserável Eram sete horas da noite quandoentrei no carro, ali no Jardim Botânico. Senti que alguém me observava enquanto punha o motor em movimento. Voltei-me e dei com uns olhos grandes e parados como os de um bicho, a me espiar através do vidro da janela junto ao meio-fio. Eram de uma negrinha mirrada, raquítica, um fiapo de gente encostado ao poste como um animalzinho, não teria mais que uns sete anos. Inclinei-me sobre o banco,abaixando o vidro: - O que foi, minha filha? - perguntei, naturalmente, pensando tratar-se de esmola. - Nada não senhor - respondeu-me, a medo, um fio de voz infantil. - O que é que você está me olhando aí? - Nada não senhor - repetiu. - Tou esperando o ônibus... Onde é que você mora? - Na Praia do Pinto. - Vou para aquele lado. Quer uma carona? Ela vacilou, intimidada. Insisti, abrindo a porta: - Entraaí, que eu te levo. Acabou entrando, sentou-se na pontinha do banco, e enquanto o carro ganhava velocidade ia olhando duro para a frente, não ousava fazer o menor movimento. Tentei puxar conversa: - Como é o seu nome? - Teresa. - Quantos anos você tem, Teresa? - Dez. - E o que estava fazendo ali, tão longe de casa? - A casa da minha patroa é ali. - Patroa? Que patroa? Pela sua resposta, pudeentender que trabalhava na casa de uma família no Jardim Botânico: lavava roupa, varria a casa, servia a mesa. Entrava às sete da manhã, saía às oito da noite. Hoje saí mais cedo. Foi 'jantarado'. - Você já jantou?

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Colégio SOTER - Caderno de Atividades - 7º Ano - Língua Portuguesa - 1º Bimestre
Não. Eu almocei. - Você não almoça todo dia? - Quando tem comida pra levar de casa eu almoço:mamãe faz um embrulho de comida pra mim. - E quando não tem? - Quando não tem, não tem - e ela até parecia sorrir, me olhando pela primeira vez. Na penumbra do carro, suas feições de criança, esquálidas, encardidas de pobreza, podiam ser as de uma velha. Eu não me continha mais de aflição, pensando nos meus filhos bem nutridos - um engasgo na garganta me afogava no que os homens experimentados chamamde sentimentalismo burguês. - Mas não te dão comida lá? - perguntei, revoltado. - Quando eu peço eles dão. Mas descontam no ordenado. Mamãe disse pra eu não pedir. - E quanto é que você ganha? Diminuí a marcha, assombrado, quase parei o carro! Ela mencionara uma importância ridícula, uma ninharia, não mais que alguns trocados. Meu impulso era voltar, bater na porta da tal mulher e meter-lhe a mãona cara. - Como é que você foi parar na casa dessa... foi parar nessa casa? - perguntei ainda, enquanto o carro, ao fim de uma rua do Leblon, se aproximava das vielas da Praia do Pinto. Ela disparou a falar: - Eu estava na feira com mamãe e então a madame pediu para eu carregar as compras. E aí no outro dia pediu a mamãe pra eu trabalhar na casa dela, então mamãe deixou porque mamãe não pode...
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