Criando meninos

Páginas: 7 (1541 palavras) Publicado: 17 de setembro de 2014
INTRODUÇÃO


Entre o nascimento e os seis anos, os meninos precisam de muito afeto, para que possam aprender a amar. Falar e ouvir, ensinar e aprender num relacionamento interpessoal contribui para a conexão com o mundo. A mãe é a melhor pessoa para fazer isso, embora o pai possa assumir a sua parte.
Por volta dos seis anos de idade, o menino começa a demonstrar um forte interesse pelamasculinidade, e o pai se torna a figura principal. O interesse e o tempo em que o pai dedica ao filho assumem importancia primordial. No entanto, o papel da mãe ainda é importante, e ela não deve deixar o filho de lado só porque ele está crescendo.
As mães que criam os filhos sozinhas podem cumprir bem sua tarefa, mas devem procurar modelos masculinos bons e seguros, não esquecendo de reservar umtempo para si mesmas, já que trabalham por dois.


DISCUSSÃO

A autora cita:
" Por volta dos seis anos de idade, acontece uma grande mudança nos meninos. É como se, de repente, alguém apertasse um botão para "ligar" sua masculinidade. Mesmo aqueles que não assistem muito televisão começam a querer brincar com espadas, capas de Super-Homem, lutar e fazer barulho, é como se quisesse "aprender aser homem". (Cap. 2 - Pág. 14)
Nessa idade é adquirido vários conceitos masculinos, por isso cita-se sempre a importancia de uma figura paterna em seu desenvolvimento. As crianças usam os pais (pai e mãe) como seus espelhos, e os reflexos disso são visiveis no dia-a-dia de convivencia com a criança.
O papel do pai na Sociedade tem se transformado, sobretudo, nas últimas décadas. De fato, a"condição" de Pai evoluiu e continua em franco processo de evolução, devido às transformações culturais, sociais e familiares, passando pela fase em que os filhos eram propriedades do pai (com as mães quase sem direitos), e pela fase em que o pai era apenas o suporte financeiro da família.
Costa resgata o pai antigo, proprietário de bens, escravos e filhos, disposto a impor sua lei e seus direitos e aresguardar seu nome e sua honra. Autoritário, se isentava de maiores compromissos e de manifestações afetivas para com os filhos, cuja relação era marcada pela ideia da diferença, ao se referir à hierarquia familiar: "adulto é diferente de criança, está na posição de quem sabe 'mais e melhor', e pode - e mesmo deve - de quando em quando, mostrar seu poder através do exercício legitimo dadisciplina"
Gomes e Resende3 comentam que o homem encontrava dificuldades para separar sua individualidade das funções de pai. Manteve-se protegido no silêncio, comprometedor de toda possibilidade de diálogo com a família, especialmente com os filhos. Foi sempre apoiado pela cultura que, sendo patriarcal, reservou-lhe lugar acima da trama doméstica constituída, sobretudo pela mulher e pela criança. Estasituação vem-se modificando, lenta e progressivamente, de modo indissociável, da sociedade e família. Porém, a mudança de hábitos não acompanha o ritmo da transformação de valores. Antes de assimilar a nova configuração familiar, modelado no processo que introduziu a mulher no mercado de trabalho, o homem é surpreendido pela ruptura da hierarquia doméstica e pelo constante questionamento de suaautoridade. Tais mudanças não contribuíram para reduzir o vazio instalado na rede de relações afetivas.
O distanciamento entre o homem e os demais membros do núcleo familiar denuncia-se na fragilidade do vínculo estabelecido entre pai e filho, principalmente quando se trata de crianças do sexo masculino. Penetrar este silêncio e entender a questão do pai, tendo como eixo a identidade masculina,culturalmente determinada, tem sido tarefa de estudos, que colocam em perspectiva experiências contemporâneas de paternidade4. O pai exercia o poder na casa, com força para manter o círculo vicioso em que a família estava secularmente encerrada. Sua autoridade valia tanto para os filhos como para a mulher, que dele dependia economicamente e a quem se submetia de acordo com as regras estabelecidas. A...
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