CRESCIMENTO FEMININO NA CARREIRA CIENTÍFICA UMA BARREIRA A SER SUPERADA

Páginas: 5 (1192 palavras) Publicado: 27 de outubro de 2014
CRESCIMENTO FEMININO NA CARREIRA CIENTÍFICA UMA BARREIRA A SER SUPERADA
Por muito tempo o campo das mulheres na sociedade era o espaço doméstico o ‘da dona de casa’ que tinha a responsabilidade da educação dos filhos e gerir a economia doméstica, essa denominação se dava tanto para as mulheres burguesas quanto para as operárias. A mulher era subordinada ao marido e vivia para a família, muitasvezes reprimida era tida como mero objeto. O trabalho era claramente divido, o homem como sendo chefe da casa trabalhava fora e a mulher apenas nos afazeres domésticos. Mesmo na era pré-industrial (HOBSBAWM, 1988 apud ALVES, 2013, p. 276) explica que os agricultores, os mestres artesãos, os pequenos lojistas precisavam do trabalho das esposas para criar os filhos e ajudar nos negócios. Asmulheres viviam presas a esse duplo trabalho e gozavam de uma condição de inferioridade e desigualdade em relação à posição social do homem, já evidenciando uma dada divisão sexual do trabalho. O discurso que vigorava era de que a qualidade do homem era o cérebro, ou seja, a inteligência, a razão, a capacidade de decisão enquanto que às mulheres eram regidas pelo coração, sentimentos.
As mulherestiveram que enfrentar muitos obstáculos até chegarem à posição atual, tendo seus direitos reconhecidos e conquistando seu espaço social, cultural, profissional, político e avanços na igualdade de direitos, mas ainda há muito que precisa ser feito. As revoluções das mulheres obteve destaque e teve efeitos em longo prazo. Essa revolução tem transformado gradativa e radicalmente as condições de vida dasmulheres e tem causado impactos em todos os demais setores da vida social em todas as sociedades atuais, notadamente no universo familiar; tem questionado poderes, tradições, estilos e costumes subvertendo pseudoverdades que resistiram ao longo dos séculos e que se sustentavam sobre mitos convenientes à perpetuação do domínio masculino (BEAUVOIR, 1967; BOURDIEU, 1998; STEARNS, 2007 apud FREITAS,2011).
Desde o surgimento da família ainda é possível encontrar hoje, momentos em que a mulher se encontra em situações inferiores frente aos homens. No campo científico muitas vezes isso era normal, e quando a mulher se destacava em algum campo era considerada exceção. Segundo Londa Schiebinger (2008) as mulheres, na condição de fêmeas da espécie, não fazem ciência de um modo diferente; a ciêncianão deve, necessariamente, ser feita "para mulheres, por mulheres, sobre mulheres".
Na Europa, o acesso à universidade foi primeiro permitido na Suíça, em 1860; na Inglaterra, em 1870 e na França em 1880. Porém, as academias científicas, fundadas a partir do século XVII, eram fechadas as mulheres. Hoje é reconhecida a participação feminina nas bancas universitárias, tendo como consequência suainserção no mercado profissional, que é cada vez mais exigente na qualificação de seus profissionais. De acordo com FREITAS (2006) em todos os países do mundo, as mulheres têm buscado o caminho dos estudos e têm conseguido, com paciência e determinação, ultrapassar barreiras em muitas áreas de conhecimento até ontem consideradas como redutos privados e exclusivos de seus colegas homens.
Hoje asmulheres tem um leque de profissões as quais podem exercer, algumas mal pagas e desqualificadas, porém isso também se aplica ao universo masculino. Existem mulheres trabalhando como membros de equipes que desbravaram a Antártida e ajudando a construir a estação científica internacional, ou seja, subvertendo quadros antes considerados masculinos. Entretanto, mulheres cientistas ainda é minoria,apesar da mudança de cenário ao longo do tempo. Há pouco tempo, elas não eram reconhecidas por seus trabalhos, muitas vezes para alcançar seus objetivos, como o de publicar trabalhos científicos, as mulheres precisavam mentir, como foi o caso da matemática Sophie Germain, que assumiu identidade masculina para fazer seus estudos. Também houve aquelas que obtiveram êxito, desafiando a época, como...
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