Crep sculo dos dolos

899 palavras 4 páginas
Crepúsculo dos Ídolos
Nietzsche, em sua obra fina, resume todo seu pensamento filosófico. Essa obra age como um martelo, destroçando os ídolos, que segundo ele ocorrem com maior frequência do que a realidade, e comprovar o vazio no interior das estátuas, no caso a superficialidade do que tomamos como verdade, apontando erros e equívocos nas principais linhas filosóficas, desde Sócrates até Descartes.
É um texto de difícil compreensão subjetiva, pois logo de cara percebe – se que Nietzsche foi um individuo de pouco credo, já que criticou e descreditou com veemência o conceito do Ser, o método cartesiano e até mesmo Deus. É curioso que o próprio Nietzsche diz que está obra (sua última) abriria dos leitores para sua filosofia.
A “razão” na filosofia
Parte do livro em que Nietzsche discute os, segundo ele, equívocos filosóficos, destacando – se os da representação do vir – a – ser, das ideias socráticas, a refutação pragmática dos filósofos a conceitos como morte, nascimento, idade e crescimento que terminam numa crença inexplicável no Ser, e então, por não conseguirem apoderar – se do ser, buscando o fundamento pelo qual ele se oculta, que é justamente a sensibilidade. Então, baseando – se no fato dos sentidos enganarem no mundo verdadeiro, Nietzsche põe em dúvida a existência da história, já que a crença nos sentidos é uma crença na mentira, e essa crença é o povo. Ele ainda discorre sobre Heráclito, dizendo que o mesmo também foi injusto com os sentidos, já que duráveis, o que não se aplica para pensamentos. Segundo Nietzsche a injustiça não está nos sentidos, mas sim na nossa crença no testemunho dos mesmos.
Crepúsculo dos ídolos “foi a penúltima obra de Nietzsche, escrita e impressa em 1888, pouco antes de o filósofo perder a razão. O próprio Nietzsche a caracterizou – numa das cartas acrescentadas em apêndice a esta edição – como um aperitivo, destinado a “abrir o apetite” dos leitores para sua filosofia. Trata – se de uma síntese e introdução a toda sua obra, e

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