Cr Nica

Páginas: 2 (457 palavras) Publicado: 6 de junho de 2015
Crónica
Diogo Costa nº7 10ºA

Obrigado, cidadão, obrigado
Atribuir prémios a quem vota seria estranho, uma vez que estamos muito
habituados a não ganhar nada com o voto. O choque seria demasiadogrande
Começam a ouvir-se vozes a favor do voto obrigatório. Mesmo os proprietários das vozes são a favor
do voto obrigatório. Se fossem apenas vozes teria menos valor político, embora talvez fosse maisinteressante do ponto de vista do esoterismo. O problema é este: os cidadãos têm pouca vontade de
votar. Quando a democracia era nova ainda acorriam às urnas em bom número, mas agora as
eleiçõestornaram-se rotineiras e já não os atraem como antigamente. Uma das soluções, acho eu, era
apimentar a relação com uma novidade qualquer. Por exemplo, mudar de posição política. A maior
parte dos eleitoresvota sempre da mesma maneira. É natural que o acto eleitoral se torne aborrecido.
Por outro lado, os candidatos podiam tornar-se um pouco mais sedutores e atenciosos. Normalmente,
pretendem apenasatrair-nos à cabina de voto, e depois passam quatro ou cinco anos sem nos dizer
nada. Nem um postal, nem um telefonema, nada. O eleitor sente-se sujo, e não volta a cair na
esparrela.
Para evitar aabstinência dos eleitores, há quem proponha o voto obrigatório. Os cidadãos
portugueses precisam de um estímulo para cumprir os seus deveres. O problema das facturas com
número de contribuinte ficouresolvido por meio da atribuição de prémios; o problema da abstenção
pode resolver-se por meio da aplicação de castigos. Faz sentido que os métodos sejam diferentes.
Atribuir prémios a quem vota seriaestranho, uma vez que estamos muito habituados a não ganhar
nada com o voto. O choque seria demasiado grande. No entanto, a aplicação de castigos também
acarreta problemas: a multa por não ir votar tem deser muito avultada, na medida em que os
portugueses costumam pagar um preço bastante elevado por ir votar. Pagámos quando elegemos as
pessoas que criaram o problema do BPN, pagámos quando elegemos...
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