Crítica a razão pura - introdução e parte primeira

Páginas: 18 (4333 palavras) Publicado: 30 de setembro de 2012
INTRODUÇÃO

1- Da diferença entre o conhecimento puro e conhecimento empírico

O texto inicia sua introdução apontando que nosso conhecimento começa pela experiência, afinal apenas a curiosidade poderia despertar a nossa vontade de conhecer os objetos que afetam os sentidos e que com suas representações põem em movimento nossa faculdade intelectual. Numa ordem temporal, nenhum conhecimentoprecede a experiência, e esta que dá início ao desenvolvimento do conhecimento.
Entretanto, todo o conhecimento se inicia com a experiência, porém não que todo derive da experiência. O nosso próprio conhecimento poderia ser formado pelo que recebemos através de nossas impressões sensíveis e da nossa própria capacidade de conhecer.
Kant apresenta uma questão, que segundo ele, necessita deatenção e estudos sobre ela: haveria um conhecimento independente de todas as impressões sensíveis? Esse conhecimento livre dessas impressões seria então a priori, enquanto que o conhecimento baseado na experiência seria o empírico. Alguns conhecimentos, mesmo provenientes de experiências, são possuídos da priori, porque não são constatados imediatamente após a experiência e sim derivados de uma sucessãode regras que foram originas na experiência. Como exemplificação, Kant coloca uma situação. Alguém ao destruir os alicerces de sua casa já saberia a priori que a casa iria ruir antes mesmo que houvesse o de fato o desmoronamento. Contudo, isto deriva de uma experiência, ou seja, o fato de que já ter acontecido alguma vez e já ter mostrado que os corpos caem ao ser destruído sua base.
Nestetexto, fora designado ‘a priori’ todo e qualquer conhecimento puro absolutamente independente da experiência e que em nada se mistura ao conhecimento empírico.

2- Estamos de posse de determinados conhecimentos a priori e mesmo o senso comum nunca deles é destituído

Neste novo segmento, busca-se distinguir o conhecimento puro do conhecimento empírico. Em primeiro, se encontrarmos uma proposiçãoque se pense como necessária, esta é um juízo a priori. Para completar, se tal preposição só se interpreta como valendo por si mesma como necessária, será completamente “a priori”.
Em segundo, a experiência não concebe nunca juízos com uma universalidade verdadeira e rigorosa, apenas uma universalidade suposta e comparativa (por indução). Um juízo, pensando com rigorosa universalidade, não aceitaexceção alguma, não deriva da experiência, mas é completamente válido “a priori”.
Portanto, a universalidade empírica nada mais é do que uma extensão arbitrária de validade, afinal não passa de uma validade que corresponde a maioria dos casos, como na proposição: “Todos os corpos são pesados.” A necessidade e a precisa universalidade são os caracteres incontestáveis de um conhecimento “apriori”, e estão unidos.
É fácil demonstrar que no conhecimento humano existem juízos de valor necessário e universais. Como um exemplo da própria ciência, bastar olhar as proposições da matemática. Se quiser um exemplo do bom senso, pode servir a proposição de que cada mudança tem uma causa. Este conceito de causa está intimamente ligado a um efeito.
Pois, onde se fundamentaria a experiência se todasas regras que empregassem fossem sempre empíricas e possíveis? Por isso, seria difícil dar a essas regras o valor de primeiros princípios.
Mesmo se eliminado o conceito empírico de um corpo e tudo mais o que possui de empírico como a cor, a dureza, a moleza, o peso, a própria impenetrabilidade, ainda assim ficará o espaço (ou vazio, já que o conceito fora eliminado) que ele ocupava e que nãopode ser retirado.
Deve-se reconhecer que a necessidade com que este conceito se atribui se dá em virtude de sua existência, a “priori” na capacidade de conhecer.

3- A filosofia carece de uma ciência que determine a possibilidade, os princípios e a extensão de todo o conhecimento a priori

Certos conhecimentos saíram do campo de todas as experiências possíveis e transcenderam ao mundo...
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