Crítica georges pompidou

Páginas: 5 (1064 palavras) Publicado: 4 de dezembro de 2012
Centro Georges Pompidou, um contraste positivo ou negativo?


Ellora Fuzinato Blasioli




O Centro Cultural Georges Pompidou, conhecido como Beaubourg, surge no coração de Paris, no bairro do Marais, através de um concurso vencido por Renzo Piano e Richard Rogers em 1971 e finalizado em 1977.
O Projeto, que foi elaborado em um momento de crise da Arquitetura Moderna sofreu muitascríticas, principalmente por ter sido criado como uma forma de chocar com o contexto em que foi inserido.

O Centro Pompidou apesar de ter sido o primeiro monumento high-tech, teve precedentes. Suas raízes encontravam-se a partir do fascínio de Piano pela moderna estrutura de engenharia e no trabalho do Archigram.

Ele se destaca por abrigar multifunções: museu, biblioteca, salas de vídeo, deleitura, teatro, lojas, restaurante, cafeteria. Além de realizar diversas atividades educativas, o Pompidou tem um restaurante super famoso e bem conceituado: o Georges.

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Figura 1 – Croqui



Renzo Piano

Em 1970, Piano fundou a agência “Piano & Rogers" com Richard Rogers, seu sócio no projeto do Centro Pompidou.

A relação que a arquitetura de Renzo Piano instaura com a “cidadevelha”, exprime, mais do que qualquer outra intenção, a possibilidade de conjugar em uma só imagem o antigo e o moderno.

O início da magistral atividade de projeto de Piano, através do Pompidou, implementa um confronto estreito com a história, com as suas estratificações sedimentadas nos tecidos urbanos; ao mesmo tempo, antecipa, com soluções sempre mutáveis, longe dos rótulos pré-construídos e dosmodismos, as inovações que fomentam pesquisas no campo da construção.

Arquitetura High Tech

O high tech é uma estetização da dimensão tecnologia da arquitetura. Desde meados do século XIX. A arquitetura se desenvolveu sobre a base das possibilidades formais da utilização de novos materiais e do suporte das tecnologias.

Nos anos 60 do século XX apareceram as utopias tecnológicas(Metabolistas e Archigram), e nos anos 80, retorna uma confiança racionalista na tecnologia. Nas sociedades avançadas, a tecnologia é a ideologia universal, a “única saída”.

O modelo assume uma rejeição aos jogos formais decorativos e arbitrários, admite a vigência dos princípios básicos das vanguardas do início do século: tecnologia como fonte de inspiração, e busca resolver o máximo de questões com omínimo de forma. Os arquitetos que aderiram a essa corrente conseguem gerar as aparências de suas obras a partir dos elementos da estrutura portante, das tubulações de infraestrutura, dos componentes da cobertura e dos equipamentos mecânicos para circulação. Adotam os mesmos princípios teóricos e conceituais dos colegas modernistas, só que desta vez adaptados ao potencial tecnológico do mundocontemporâneo.

Características da Obra

As dimensões da obra (mais de 100 mil m² de superfície) e o ambicioso programa exigido (a ideia inicial de liberar o máximo de volume de espaço possível no interior posicionando toda a área de circulação e de infra-estrutura fora do envoltório interno do edifício) foram resolvidos em visível contraste com a construção histórica parisiense. A exigência deespaços flexíveis para abrigar diversos eventos artísticos fomentou a adoção de cinco planos grandes completamente livres, com 50m de profundidade e 170m de largura (criando espaços multifuncionais). Para sustentar essas placas, foi adotada uma estrutura metálica deixada completamente à vista, tal qual os dutos das instalações. Dessa forma, o centro cultural assume a imagem de uma máquinapuramente tecnológica, ainda que, na realidade, todos os componentes sejam construídos e montados artesanalmente.

Seus principais elementos de arquitetura se encontram no exterior da edificação, na qual a trama branca da estrutura de aço com contraventamento diagonal, dutos de distribuição de ar azuis-claros, tubos de exaustão vermelhos e escadas rolantes externas que serpenteiam na fachada...
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