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Páginas: 17 (4204 palavras) Publicado: 4 de novembro de 2012
Pensata

VIVER A TESE É PRECISO! REFLEXÕES SOBRE AS AVENTURAS E DESVENTURAS DA VIDA ACADÊMICA
Maria Ester de Freitas Professora e Pesquisadora do Departamento de Administração Geral e Recursos Humanos da FGV-EAESP. E-mail: mfreitas@fgvsp.br

SOMOS TODOS IGUAIS NESSA TESE... Viver uma tese é uma arte! Por que alguém faz uma tese? A resposta mais óbvia é a de que você escolheu um curso em queela é uma exigência. Se você quer o tí-

promoção na carreira acadêmica. É verdade que ele é isso também, porém, se reduzido a isso, você pagará um preço mais caro do que talvez esteja disposto e há aí o risco de desistir no meio do caminho. Considerando que a carreira acadêmica é mais que dar aulas, é necessário que você tenha clara a

É

NECESSÁRIO QUE VOCÊ TENHA

CLARA A DIFERENÇA ENTREDESENVOLVER UMA CARREIRA OU APENAS TER UM EMPREGO COMO PROFESSOR.
tulo e os potenciais benefícios que ele proporcionará, não tem alternativa, terá que fazê-la! Muitas vezes, o título é visto apenas como um requisito burocrático para ingresso ou diferença entre desenvolver uma carreira ou apenas ter um emprego como professor. Você pode ter um emprego como professor e exercê-lo bem, mas, se aescolha

for de profissão, e não de mero emprego, o trabalho acadêmico vai, necessariamente, incluir a pesquisa, a investigação, a ousadia e o risco de não apenas repetir as idéias de outros, mas também desenvolver as suas próprias e, posteriormente, ajudar na construção das de seus alunos. Dessa opção decorrem outras e outras, nem sempre fáceis. Estou firmemente convencida de que a natureza dotrabalho acadêmico determina boa parte das situações que vivemos na época da tese e as exigências emocionais que se nos apresentam. Ela é um projeto especial, sem demérito aos demais, que mobiliza todas as forças do sujeito, pois trata-se de uma tarefa anti-social e excludente, desestabilizadora de certezas intelectuais, comportamentais e emocionais, desenvolvida em longo prazo.

88

RAE - Revistade Administração de Empresas • Jan./Mar. 2002

São v. 42 v. n. 1 • p. 2002 RAE • Paulo, • 42 1• •n.Jan./Mar.88-93

Viver a tese é preciso! Reflexões sobre as aventuras e desventuras da vida acadêmica

Esse conjunto de características torna o trabalho extremamente gratificante quando concluído, pois ele consome e produz uma grande dose de energia psíquica e exige enorme tolerância àausência de feedbacks imediatos, além de impor uma severa cobrança de exclusividade, difíceis de suportar por tempo tão longo. Uma tese presta-se a várias finalidades, inclusive a burocrática acima mencionada. Ela também preenche uma função social, a de avançar no conhecimento de um certo assunto. Qualquer que seja o tipo de trabalho desenvolvido, sempre acrescentará algo ao estoque existente. A maismodesta das teses representa mais uma contribuição ao saber, seja pela inédita perspectiva que explora, seja pelo novo olhar que lança sobre uma bibliografia clássica, ela significa sempre mais uma possibilidade de provocar novos insights. Tem-se ainda que considerar que a tese é parte indissociável da formação de um pesquisador e que este será um elemento multiplicador onde quer que ele esteja: naacademia, no laboratório, na empresa, no governo, nas comunidades científicas. A reivindicação de genialidade para toda e qualquer tese não se sustenta, pois a tese se justifica pelo potencial de mudança que propiciará. Estou defendendo a mediocridade? Em absoluto! A mediocridade não resiste ao rigor metodológico necessário, pois ela é escapista, indisciplinada, arrogante e impaciente. Após tervivido uma dissertação e uma tese, acompanhar vários amigos e colegas imersos nesse trabalho no Brasil e exterior, há quatro anos (ainda sou noviça) orientar mestrandos e doutorandos, ouvir estórias de todas as cores, dores, estranhezas e esquisitices, pareceme que todos os fazedores de tese passam mais ou menos pelos mes-

mos caminhos, dilemas, fugas, atalhos, tentações, manias de perseguição e...
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