Coprocessamento de resíduos

Páginas: 23 (5655 palavras) Publicado: 10 de agosto de 2011
Co-Processamento em Fornos de Cimento

Também conhecido como co-incineração, o co-processamento é umas das formas conhecidas no tratamento de alguns resíduos industriais, inclusive luvas contaminadas com óleo, graxas e etc.
No presente capítulo, foi apresentado o histórico do co-processamento.
Como ele surgiu, e o porque de estar em grande ascenção no mercado brasileiro de tratamento deresíduos.
De acordo com a empresa Tribel®, co-processamento é a destruição térmica de resíduos industriais em fornos de cimento.
- História e co-processamento no exterior
As primeiras experiências de reaproveitamento de resíduos em fornos de cimento foram realizadas com sucesso na década de 1970 (KIHARA, 1999). De 1974 a 1976,a fábrica de Cimento Saint Lawrence (AVELAR, 2006), no Canadá, feztestes para avaliar a eficiência de destruição de resíduos em fornos de cimento.
Em toda a Europa, a pioneira foi a França, que em 1978, na Ciment Français foi realizado os primeiros testes. Em 1979, o Grupo Lafarge iniciou as atividades de co-processamento nos Estados Unidos, na fábrica Paulding, Ohio. Desde então, o panorama mundial do co-processamento tem se desenvolvido constantemente.
Deacordo com as estimativas do livro OficeMen, 1998, pág 26, de 1997, foram co-processados na União Européia mais de quatrocentas mil toneladas de pneus e foram usados seiscentas mil toneladas de resíduos líquidos como combustíveis alternativos em fornos de cimento.
Em 1995, registrou-se nos EUA, aproximadamente 45 fornos de cimento em 24 Fábricas. Essas juntas tinham a capacidade de co-processaraproximadamente hum milhão de toneladas de resíduos por ano. (MOORE, 1995, PÁG 131)
No Japão, onde o co-processamento iniciou na década de 1980, tardio, se compararmos com os países europeus e norte-americanos (Canadá e EUA), foram queimados em 1990, em três sites da principal Cimenteira Japonesa, a Cimento Onoda, 26 tipos de resíduos industrias, provenientes de 252 indústrias diferentes, sendocento e treze mil toneladas como substituto de combustível e quatrocentos e vinte e quatro mil toneladas como matéria-prima alternativa. De acordo com MOORE, somente nesse ano (qual ano) foram poupados cento e dez mil toneladas de carvão e trezentos e oitenta e dois mil toneladas de matéria prima, poupando o meio ambiente de fornece-los e gerando 6,9% (seis vírgula nove por cento) de economia nocombustível e (sete por cento) 7% de economia em matéria prima no custo final do produto.
Como essa atividade se tornou uma fonte segura de tratamento de resíduos perigosos, e uma alternativa boa para redução de custos na fabricação do cimento, a comunidade européia realizou uma série de estudos e testes, e em 1997 foi publicada a Diretiva Comunitária sobre Incineração de Resíduos Perigosos94/67/EC (SCORECO, 1997) .
Na Diretiva Comunitária sobre Incineração de Resíduos Perigosos foram estabelecidos condições técnicas para a queima de resíduos industriais e valores limites de emissões gasosas para a atmosfera.
Com a divulgação desse importante documento, diversos países iniciaram o co-processamento de uma forma organizada, com a intenção de promover a reutilização de resíduosindustriais perigosos, e diminuir os custos na fabricação do cimento.
Na França, o aumento da quantidade de resíduos tratados conduziu a um aumento da substituição de combustíveis.
Usualmente se usa na alimentação dos fornos de cimento os combustíveis fósseis, que são formados pela decomposição da matéria orgânica, através de um processo que leva milhares de anos. Por este motivo, são consideradosnão renováveis ao longo da escala de tempo humana, ainda que ao longo de uma escala de tempo geológica esses combustíveis continuem a ser formados pela natureza. O carvão mineral, os derivados de petróleo, como gasolina, óleo diesel, e o gás natural são exemplos de combustíveis fósseis mais utilizados. por combustíveis alternativos, de 7% em 1998 para 52 % em 1994 (AVELAR,2006)

Na Suíça, foi...
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