Conversano sore o trabalho infantil no brasil

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CONVERSANDO SOBRE A EXPLORAÇÃO DO TRABALHO INFANTIL NO BRASIL

O presente artigo é um ensaio reflexivo acerca das violações de direitos humanos de crianças e adolescentes no Brasil a luz da legislação em vigor, dos conceitos teóricos, das políticas públicas e dos próprios dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estáticas (IBGE).

Refiro-me a violência contra as crianças e adolescentes que podem estar neste momento em carvoarias, lavouras, sinais de transito, nos bares, catando sururu, casa de farinha, corte da cana-de-açúcar, lixões, venda de picolés, casas de família, exercendo qualquer tipo de atividade econômica em busca de dinheiro para subsistência – lutando para sobreviver.

Contudo, esse texto não tem a pretensão de esgotar as múltiplas facetas e sutilezas que envolvem a exploração do trabalho infantil. Mas sim, socializar e divulgar compreensões, compartilhar idéias, desmistificar conceitos e preconceitos que insistem pairar na sociedade e nos provocar cotidianamente.

Os nossos tempos e a exploração do trabalho infantil

Ao nos debruçarmos sobre a história da infância no Brasil, podemos perceber uma forma bem peculiar no trato com crianças e adolescentes ancoradas em estratégias importadas de outras culturas, inspiradas na religião e nas próprias relações de mercado. Nesse contexto, as expressões de “cuidados” voltadas a esse público refletem cruelmente um ranço adultocentrico, machista, autoritário, de descaso, tanto no âmbito público das relações quanto no âmbito privado.

Essa maneira de tratar crianças e adolescentes é fruto das influências que o país teve desde quando colônia de Portugal em que crianças índias, negras, pobres, abandonados eram mau tratadas, abusadas, exploradas e forçadas a trabalhar.

Nos anos 80, podemos identificar na área social diversos espaços de articulação política, movimentos sociais, fóruns, pastorais, centrais sindicais envolvidos no desenvolvimento de

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