Controvérsia teórica que existe em torno a industrialização ocorrida na primeira república

Páginas: 7 (1561 palavras) Publicado: 26 de maio de 2011
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CONTROVÉRSIA TEÓRICA QUE EXISTE EM TORNO A INDUSTRIALIZAÇÃO OCORRIDA NA PRIMEIRA REPÚBLICA

SOLANGE SATIKO MARECO MORI

CAMPO GRANDE

MARÇO - 2011

SOLANGE SATIKO MARECO MORI

CONTROVÉRSIA TEÓRICA QUE EXISTE EM TORNO A INDUSTRIALIZAÇÃO OCORRIDA NA PRIMEIRA REPÚBLICA

Trabalho apresentado ao Professor Everlan Elas Montibeler, dadisciplina Desenvolvimento e Mudanças no Estado Brasileiro, da turma Educação à Distância, turno noturno, do curso de Pós-Graduação em Gestão Pública.

UFMS
Campo Grande - 20 de março de 2011

1- INTRODUÇÃO

Este trabalho irá abordar a controvérsia teórica em torno da industrialização ocorrida no período da Primeira República. Com a Crise de 29, a superprodução cafeeira, o declíniodo preço do café, o Brasil, toma medidas para contornar a crise. Neste contexto, no campo econômico, mesmo em meio a crise mundial, o país passa por um período de modernização, com grandes surtos de industrialização.

No Brasil, a república se instala por meio das lutas de classes sociais, na qual se destacava a política cafeeira e os produtos de bens de consumo. A economia do país dependia dosetor agroexportador tendo o café responsável por 70% das exportações. Porém, com superprodução cafeeira e a política de valorização do café levam a uma crise econômica. A queda da Bolsa de Valores de Nova York, em 1929, acentua a crise. Surgem brechas nos acordos políticos entre as oligarquias que controlam o Estado desde o início da República.
Com a crise econômica de 1929, o Brasiladota medidas para o enfrentamento valorizando o café que era o produto nacional de maior influência no mercado internacional. Porém, neste período, o setor cafeeiro no Brasil passa a ter um declínio, pois teve a queda das importações e o país estava produzindo muito, o que gerava uma superprodução. O governo de Getúlio Vargas, pela pressão dos cafeicultores e os interesses nacionais, decidedefender o a produção cafeeira.
De acordo com, Celso Furtado, Formação Econômica do Brasil (1968). A nova política de defesa do café, que se fazia via compra dos estoques excedentes do produto e da queima da parte invendável desses estoques, utilizava recursos provenientes, da expansão do crédito. O Governo brasileiro transformava em defesa do setor cafeeiro um programa de "fomento da rendanacional", "em verdade, construindo as famosas pirâmides que anos depois preconizaria Keynes" (FURTADO, 1968, p. 203).
Com essa medida o café continuava a ser colhido, sustentando o emprego e mantendo o nível da demanda agregada. Neste período, há o desequilíbrio externo, pois com o com o declínio do preço do café no mercado internacional houve o aumento do preço dos produtos importados,em função da desvalorização da moeda nacional. A população consome o produto nacional já que é inviável o produto estrangeiro, devido ao elevado preço.
Começa o crescimento industrial brasileiro, tendo instalações de indústrias de bens de capital. Dando início à imigração no Brasil, com a vinda de estrangeiros fugindo das guerras de países asiáticos e europeus, principalmente, japonesese italianos. As cidades cresciam de importância e, com elas, ampliava-se o mercado consumidor.
Além do mercado consumidor em expansão, havia comerciantes e banqueiros que se interessavam em investir parte de seus capitais em novas atividades, como as industriais. Em São Paulo, formou-se um conjunto de atividades econômicas que giravam em torno do café. Alguns autores chamaram esseconjunto, que envolvia a produção, a distribuição, o financiamento e a comercialização do produto, de complexo cafeeiro.
Todas essas atividades foram fundamentais para a criação de fatores responsáveis pela expansão industrial. Por exemplo: com a grande imigração para as atividades cafeeiras, criava-se um mercado consumidor para os produtos industriais; com a expansão das estradas de ferro,...
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