contribuiçoes da nubia

Páginas: 6 (1305 palavras) Publicado: 3 de setembro de 2014
As Contribuições da Núbia- Etiópia e Egito1 CHEIKH ANTA DIOP Tradução por Pedro Sobrinho De acordo com testemunhos unânimes entre os Antigos, primeiro vieram os Etíopes e, posteriormente, os Egípcios, que criaram e se alçaram a um extraordinário estágio de desenvolvimento de todos os elementos civilizatórios, enquanto que os outros povos, especialmente aqueles da Eurásia, viviam em profundabarbárie.. Os Gregos meramente continuaram e desenvolveram, algumas vezes parcialmente, o que os Egípcios inventaram. Em virtude de suas tendências materialistas, os Gregos retiraram a roupagem religiosa e idealista na qual aquelas invenções estavam envoltas. Por um lado, a precária vida nas planícies da Eurásia intensificou, aparentemente, o instinto materialista dos povos que lá viviam; por outrolado, ela forjou valores morais diametralmente opostos aos valores morais Egípcios, que eram resultado de uma vida pacífica, coletiva, sedentária e relativamente tranquila, uma vez que reguladas por algumas poucas leis sociais. Ao passo que chocava aos Egípcios o roubo, o nomadismo e a guerra, essas práticas eram altamente morais nas planícies da Eurásia. Somente um guerreiro que havia sido morto embatalha é quem podia adentrar Valhalla, o paraíso Germânico. Dentre os Egípcios, a felicidade não era possível, a não ser para os recém-mortos que pudessem provar, no Tribunal de Osíris, que havia sido caridoso com os pobres e não havia cometido sacrilégios. Isto constiuía a antítese do espírito de rapina e conquista que, de maneira geral, caracterizara os povos do norte, advindo, num certosentido, de uma terra desfavorecida pela Natureza. Em contrapartida, a existência era tão tranquila no vale do Nilo, um verdadeiro jardim do Éden entre dois desertos, que os Egípcios tendiam a acreditar que os benefícios da Natureza caíam do céu. Eles a adoravam na forma de um Ser onipotente, Criador de Tudo o que Existe e Provedor da Bondade. Seu materialismo precoce – em outras palavras, seu vitalismo– seria, assim, um materialismo transposto para o céu, um 1 Texto extraído do livro “African Origins of Civilization.” materialismo metafísico, se é que podemos chamá-lo assim. Ao contrário, os horizontes dos Gregos nunca passaram do homem visível, material, conquistador da Natureza hostil. Na terra, tudo girava em torno de si; o objetivo supremo da arte era reproduzir sua exata similaridade. Nos“céus,” paradoxicalmente, esse mesmo homem se encontrava sozinho, com seus erros e fraquezas terrenos, abaixo do panteão de deuses, que se distinguiam dos reles mortais apenas por sua força física. Assim, quando os Gregos fizeram uso do deus Egípcio, um deus real no sentido pleno da palavra, dotado de todas as perfeições morais advindas da vida sedentária, a única maneira de entender aquela deidade foirebaixando-a ao nível de um homem. Consequentemente, o adotado Panteão dos Gregos era meramente uma outra humanidade. Esse antropomorfismo, nesse caso particular, era nada mais que um materialismo acurado, característico da mentalidade Grega. Claramente falando, o milagre Grego não existe, pois se tentamos analisar o processo de adaptação dos valores Egípcios à Grécia, não há nada milagroso sobreisso, no sentido intelectual do termo. No máximo podemos dizer que esta tendência ao materialismo, que caracterizaria o Ocidente, foi favorável para o desenvolvimento científico. Uma vez tomados os valores dos Egípcios, o gênio mundial Grego, emanado basicamente a partir das planícies da Eurásia e de sua indiferença religiosa, favoreceu a existência de uma ciência mundial e secular. Ensinadapublicamente por filósofos, essa ciência não era mais monopólio de um grupo sacerdotal e que devesse permanecer oculta ao povo, a não ser que fosse perdida em reviravoltas sociais: O poder e prestígio da mente que, em qualquer outro lugar, exerceu seu império invisível, ao lado da força militar, não estavam nas mãos dos sacerdotes, nem de oficiais do governo dentre os Gregos, mas nas mãos do...
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