Consumo e criança - não subestime as crianças

Páginas: 5 (1199 palavras) Publicado: 31 de janeiro de 2011
Os veículos midiáticos estão ganhando força a cada dia, pegando carona com o conceito de globalização que se espalha no vocabulário e cotidiano da população do século XXI, esta população está maravilhada com tanta novidade, que engloba em um único objeto ou serviço: praticidade, estilo, tecnologia e dinamismo. As mídias atuam como difusoras e também como o principal mecanismo dessa talglobalização. Mas, é natural que com tantas ferramentas para difundir a informação, ela aumente. E por conseqüência aumente também a disputa pela atenção do consumidor. Aí chegamos nas análises das estratégias usadas pelo mercado para captar e manter atenção do consumidor, e depois disso conquistar sua fidelidade, uma dessas estratégias é a propaganda, que é alvo de polêmicas, quando se trata de consumoinfantil.
Objetivando a eficácia da mensagem é importante que ela seja direcionada para um público, que pode ser tanto o comprador quanto o consumidor.
Falando do consumo infantil, as propagandas são direcionadas aos consumidores, que são as crianças e jovens, com elementos que fazem parte do contexto e fantasias dos mesmos, neste caso, o comprador que seria o responsável pela criançaserá persuadido pela própria.
Porque os produtos infantis direcionam suas campanhas para as crianças e não para os pais?. A resposta é óbvia e comprovada cientificamente. Bastam 60 segundos para uma criança ser influenciada. Além do mais, 80% da influência de compra de uma casa vem da criança.
O Instituto Alana está a frente de um projeto importante, o Criança e Consumo, sendo atéformador de opinião, porém as propostas e afirmações que fundamentam o projeto deveriam ter como base todas as porções que envolvem o capitalismo e a educação infantil. A instituição afirma que a publicidade faz mal às crianças. Porque segundo eles, estaria causando obesidade infantil, violência na juventude, sexualidade precoce, materialismo excessivo e desgaste nas relações familiares. Afirma tambémque para os adultos a publicidade não causa tantos estragos porque somos dotados de senso crítico, o que nos dá a vantagem de poder filtrar aquilo que corresponde as nossas reais necessidades, o que segundo eles não acontece com as crianças.
Parece que durante o discurso do Instituto eles desconsideram plenamente o valor da educação familiar e que os pais é que são responsáveis pelaconstrução do senso crítico da criança. A publicidade apenas vende ideias, a ideia do melhor. Cabe aos pais ajudar o jovem a formatar a sua capacidade de discernimento. Se na hierarquia familiar quem estiver no topo são as mídias, a culpa não é da publicidade.
No documentário “Criança: a alma do negócio”, tomamos conhecimento de várias partes. Pais, psicólogos, economistas, crianças, jornalistas. Esurpreendentemente, as opiniões tomaram basicamente a mesma posição, a de que a publicidade manipula a sua maneira os jovens, que ela tem em suas mãos seus gostos e vontades, que as crianças são chantageadas. E quando os efeitos da mesma são levados a uma esfera social, ou seja, quando falamos de grupos sociais, a discussão fica mais grave. Ter ou não um produto propagandeado é o que te inseri emum determinado grupo social. Estamos falando agora de status, isso mesmo as crianças buscam status. Isso seria natural e até ignorado se estivéssemos falando de um adulto, mas em se tratando de um jovem, passa a ser um absurdo. Mas um dia as crianças serão adultos, e elas devem estar preparadas para saber diferenciar a relevância de pertencer ou não a um grupo e qual o critério irá usar para buscarum status. E essa preparação não cabe as mídias.
Os próprios pais falam que se ausentam na maior parte do dia de seus filhos, porque buscam o conforto, segurança e estabilidade para a família. Por isso se dedicam mais ao trabalho do que a educação de seus filhos. Com isso, tentam balancear essa carência com presentes, e esses são exatamente aqueles dos comerciais. O curioso é que os...
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