CONSEQUÊNCIAS SOCIAIS DA CRISE ECONÔMICA NA GRÉCIA

Páginas: 7 (1538 palavras) Publicado: 7 de agosto de 2014
CONSEQUÊNCIAS SOCIAIS DA CRISE ECONÔMICA NA GRÉCIA
Luciano Castro Saraiva*



Introdução

Graves são as consequências sociais da crise econômica na Grécia. E enquanto a tentativa é a de salvar a vida do capital, a sociedade padece nas mais diversas áreas.
A Grécia acumulou uma dívida de 300 bilhões de euros e um déficit fiscal em 2009 de 13,6%, bem acima do teto fixado pelo Tratado deMaastricht para os países da zona do euro, que situa o Produto Interno Bruto (PIB) em 3%.
Isso acontece porque o país passa por um desequilíbrio fiscal devido à crise financeira global que atingiu as principais economias do mundo a partir de 2008: com a arrecadação em baixa e os gastos em alta, ela gasta mais do que arrecada.
Com o objetivo de reduzir esse déficit e o endividamento do Estado, alémde garantir ajuda externa da "troika" (grupo de negociadores internacionais formados pelo Fundo Monetário Internacional, Banco Central Europeu e União Europeia) o governo passou a implementar dolorosas medidas de austeridade, entre elas estão aumento de impostos e cortes orçamentários.
É certo, que essas medidas se tornaram altamente impopulares, já que de forma geral tem como resultado cortesem serviços públicos. Com isso, houve uma série de protestos no país, alguns violentos. Várias greves atingiram escolas e hospitais e praticamente paralisaram o transporte público, suicídios passaram a ocorrer com absurda frequência, dentre tantas outras implicações.
Nesse contexto, faz-se necessário, portanto, a identificação das reais consequências sociais da crise econômica, sendo esse oobjetivo desta pesquisa, o que ajudará além de uma maior compreensão geral da crise a nível mundial, a identificação dos problemas sociais de forma específica, e na tomada de decisões para minimizá-los.

1. Desemprego

Dados divulgados pelo governo grego apontam que a taxa de desemprego na Grécia ficou acima dos 25% em julho de 2012, mais que o dobro da registrada antes do início da crise de dívidae da recessão prolongadas já por cinco anos.
Dados da Autoridade de Estatísticas Gregas (ASE) indicam que em julho o desemprego abarcou mais de um quarto da população ativa, 25,1%, frente aos 17,8% do mesmo mês de 2011 e aos 24,8% em junho deste ano.
As estatísticas registram que 1,261 milhão de pessoas procuram trabalho, enquanto 3,0007 milhões estão empregadas. No entanto, cerca 54,2% dosjovens entre 15 e 24 anos que não estudam e 31,4 por cento na faixa etária de 25 a 34 anos estão parados.
"A Grécia carece de um verdadeiro Estado de bem-estar social. Os desempregados recebem um auxílio durante um ano, mas depois ficam sem nada. Os trabalhadores autônomos nem sequer têm direito ao desemprego", explica Panos Tsakloglu, professor da Universidade de Economia e Negócios de Atenas. "Atéagora era a família que evitava que estas pessoas caíssem na pobreza. Mas agora isto também está falhando", acrescenta.
Uma profunda recessão acompanhada de duras medidas de austeridade para receber ajuda financeira da Troika, têm agravado a situação econômica e social dos gregos, presos num mercado de trabalho estancado.

2. Moradia

Uma das faces mais duras desta crise é a dos indivíduossem-teto, um fenômeno até então quase desconhecido na Grécia, mas que agora é muito comum na capital. No último ano, o número de cidadãos vivendo nas ruas aumentou 25% e a maioria tem "um perfil totalmente diferente" do de antes, explica Olga Theodorikakou, coordenadora da associação humanitária Klimaka.
"Eles são da classe média. Até pouco tempo tinham um trabalho e uma casa. O único fator que ostransformou em sem-teto foi o desemprego", diz. Em todo o país existem apenas 300 vagas nesses abrigos, ou seja, uma para cada 67 pessoas sem lar.
Dezenas de sem-abrigo em Atenas passaram a dormir nas cavernas da colina Philopappou; há famílias inteiras entre os sem-abrigo; há muitos jovens entre eles. Pra se ter uma idéia 11% dos sem-abrigo gregos têm um diploma universitário, 23,5% têm o...
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