Conflitos entre jesuítas e bandeirantes

Páginas: 6 (1437 palavras) Publicado: 16 de maio de 2014
Para entendermos os conflitos gerados entre os Jesuítas e os Bandeirantes temos que analisar os objetivos referentes a cada um, pois foi através dessa diferença de ideias acerca do índio, que se gerou esse embate. Levando-se em consideração que os Sertanistas foram os precursores dos bandeirantes, notamos que o bandeirismo foi um fenômeno que escapou completamente ao planejamento colonial dosportugueses e de como as soluções acerca de sua sobrevivência foram buscadas pelos colonos por conta própria.
Um dos objetivos dessas expedições era capturar o índio para utilizar sua mão de obra forçada em suas próprias fazendas ou vende-los a colonos da região. Temos que entender nesse caso que a lei, proibia essa pratica porem, permitia informalmente em casos de “extrema necessidade”, como porexemplo, limpar a mata da presença indígena tornando a terra livre para futuras plantações e evitando os ataques das tribos. Dentro desse contexto, podemos dizer que os bandeirantes ao desbravarem o interior do Brasil através dessas missões, tornaram o nosso país grande tal qual o conhecemos atualmente, mas existem muitos historiadores que discordam desse pensamento. Pois isso foi realizado tambémpor várias categorias como os mineradores, tropeiros, agricultores etc. As bandeiras passaram a ser indispensáveis ao controle territorial e indígena para a coroa portuguesa, sendo inclusive requisitados como força paramilitar para enfrentar franceses, holandeses, espanhóis, indígenas e escravos dos quilombos. Em meados do século XVII foram financiados pelo Rei para procurar ouro no sertão.Entender a forma como eram organizadas essas bandeiras nos fornece mais subsídios para entendermos tais conflitos com os jesuítas. Essas expedições eram empreendimentos particulares que deviam dar lucro aos que nela investiam e tinha por objetivo a defesa contra os ataques indígenas e também o seu aprisionamento a fim de obrigá-los a trabalhar como escravos ou vendê-los como mercadoria. Um traçomarcante desse período era o caráter agressivo e violento dessas expedições, formadas por homens cada vez mais rudes e armados, sendo esse um traço cultural da vila de São Paulo XVI e XVII. Para montar uma bandeira eram necessários investimentos em equipamentos, mantimentos, animais e provisões, sendo que esses valores proviam dos próprios membros e de pessoas que moravam nas vilas, mas que não osacompanhavam em suas expedições, esperando assim obter escravos indígenas. Já entre os membros os lucros eram divididos de acordo com o tanto investido. Alguns religiosos do clero comum faziam parte da equipe atuando como capelães, e era muito difícil se ver membros de outras ordem, porem quando acontecia de se haver um jesuíta acompanhando, ele acaba por fiscalizar o apresamento dos índiosverificando se eram hostis ou antropófagos. Caso isso não fosse constatado, censuravam os bandeirantes, mesmo sendo inútil. Um outro ponto de discórdia era que vários índios eram soltos nas vilas, gerando conflito entre colonos locais e os próprios chefes das bandeiras.
O mito do bandeirante começa a se formar entre os historiadores paulistas positivistas e conservadores no final do século XIX e iníciodo XX, tendo-o como herói nacional no contexto em que a republica se consolidava contra a monarquia, ocorrendo a sua romantização e mitificação como o colonizador verdadeiro do interior em contraponto ao “português explorador”, que permaneceu no litoral e fez do Rio de Janeiro a capital do país. A história positivista utilizou a figura do bandeirante para justificar o pensamento republicanopaulista e mameluco contra a monarquia carioca da matriz portuguesa. Esse mito buscava justificar a suposta supremacia paulista sobre o Brasil com o patrocínio do governo estadual da década de 1920, tendo os avanços dos cafezais para o oeste identificado como marcha sertanista e os ideais paulistas como sendo da nação. Esse heroísmo esbarra na dificuldade de se explicar a destruição causada nesse...
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